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Pesquisadores encontram novo indicador para prever risco de queda em idosos

Quedas são eventos decisivos para determinar se o indivíduo ainda pode levar uma vida normal na comunidade ou se ele está no caminho para mobilidade reduzida e eventual perda de independência. Pensando nisso, pesquisadores analisaram se medir atividade cerebral durante desempenho do paciente em tarefas duplas pode prever risco de queda.

Por ser um momento muitas vezes decisivo na vida do paciente, é muito importante entender o que causa a queda, qual tipo de população em risco e que estratégias preventivas os médicos podem adotar. Com isso em mente, pesquisadores realizaram um estudo de coorte de 166 participantes (idade média de 75 anos), cognitivamente normais, submetidos a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS).

Aqueles que apresentaram altos níveis de ativação no córtex pré-frontal ao se submeterem às tarefas duplas (andar e recitar as letras do alfabeto alternadamente) tiveram um risco ajustado significativamente maior de quedas durante quase três anos de seguimento (HR ajustada para idade, sexo, educação, doenças médicas e estado mental geral 1,32; IC – 95%, 1,03 – 1,70). Cada aumento de 1 unidade na intensidade de ativação foi associado a um risco 32% maior de queda.

Os resultados sugerem que indivíduos idosos em risco de quedas têm alterações nos padrões de atividade cerebral sem manifestações comportamentais óbvias, que podem ser utilizadas para entender e avaliar o risco de queda.

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Referências:

  • Published online before print December 7, 2016, doi: http:/​/​dx.​doi.​org/​10.​1212/​WNL.​0000000000003421
    Neurology 10.1212/WNL.0000000000003421

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