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Você sabe identificar e tratar uma picada de cobra cascavel?

Nessa semana, mostramos um caso de um paciente picado por uma cobra cascavel. Por isso, na nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, trazemos como identificar e tratar picada de cobra cascavel.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Introdução 

Características: Fosseta loreal ou lacrimal, extremidade da cauda com guizo ou chocalho. Menos agressivas do que as jararacas e são encontradas em locais secos.

Fisiopatologia e Manifestações Clínicas

  • Veneno
    • Ação neurotóxica: Crotoxina, gera um bloqueio neuromuscular pela inibição a liberação de acetilcolina;
    • Ação miotóxica: Lesões em fibras musculares gerando um quadro de rabdomiólise;
    • Ação coagulante: Atividade trombínica convertendo o fibrinogênio em fibrina. Discretas manifestações hemorrágicas.
  • Quadro Clínico:
    • Marca local, edema e eritema discreto, em geral não há dor ou se há é discreta. Pode ocorrer parestesia local ou regional;
    • Sudorese, vômitos, mal-estar, cefaleia, secura de boca, sonolência ou inquietação;
    • Fáscies miastênica, paralisia velopalatina, deglutição, diminuição do reflexo do vômito, alterações do olfato e paladar (tendem a regredir após 3 a 5 dias);
    • Mialgia, mioglobinúria e rabdomiólise;
    • A principal complicação é a necrose tubular aguda.
  • Exames complementares: Solicitar Hemograma completo, coagulograma, EAS, bioquímica (sódio, potássio, fósforo, ácido úrico, cálcio, uréia, creatinina, CK, LDH, AST e ALT).
  • Alterações laboratoriais:
    • CK, LDH e ALT elevadas;
    • Leucocitose com neutrofilia;
    • Ureia, creatinina, ácido úrico e potássio elevados;
    • Hipocalcemia;
    • TAP e PTT alargados, sendo que o TS pode estar incoagulável.

Tratamento Específico

  • Geral:
    • Manter segmento picado elevado e estendido;
    • Analgésico para alívio da dor;
    • Hidratação: Controlar parâmetro pela diurese – 30 a 40 ml/h no adulto, 1 a 2 ml/Kg/h na criança;
    • Diurese osmótica com manitol a 20% (5 ml/Kg em crianças e 100 ml no adulto), persistindo em oligúria utilizar furosemida EV (1 ml/kg/dose nas crianças e 40 mg/dose em adultos). O pH urinário deve ser mantido > 6,5 com Bicarbonato de sódio;
    • Antibioticoterapia na presença de infecção local;
    • Condutas intervencionistas específicas.
  • Específico: Soro Anticrotálico (SAC) por via intravenosa:
    • Acidente leve: 5 ampolas;
    • Acidente moderado: 10 ampolas;
    • Grave: 20 ampolas.
  • OBS: Na falta do SAC poderá ser utilizado Soro antibotrópico-crotálico (SABC).
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

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