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Concussões desportivas: atualização da diretriz para avaliação e tratamento

A Academia Americana de Neurologia (AAN, do inglês American Academy of Neurology) publicou novas orientações para avaliação e tratamento de concussões desportivas.

Foi realizada uma análise abrangente de evidências publicadas sobre fatores de risco clínicos, ferramentas de diagnóstico e intervenções que podem reduzir o risco de concussões e melhorar a recuperação.

Entre as novas informações, está a necessidade de avaliação neurológica abrangente sempre que um jogador demonstrar sinal de concussão ou de lesão cerebral traumática leve. Recomenda-se também que o indivíduo não retorne ao jogo até que todos os exames sejam realizados e os sintomas solucionados.

Evidências indicam que jogadores mais jovens apresentam maior risco de lesão. Alguns estudos sugerem que mulheres têm incidência de concussão maior do que homens. Futebol americano e rugby estão associados com um risco aumentado de concussões em homens, futebol e basquete em mulheres.

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Em relação ao rastreamento, a tomografia computadorizada pode ser útil, mas apenas para excluir lesões mais graves. Atletas que perdem a consciência, sofrem de amnésia persistente ou apresentam estado mental alterado devem ser monitorados e podem se beneficiar do exame.

A história prévia de concussão é um fator de risco para ocorrência de concussão recorrente, e é altamente provável que haja um risco aumentado para a recorrência dentro dos primeiros 10 dias.

Há evidências de que o risco de comprometimento neurocomportamental crônico pode estar associado a história familiar, dificuldades de aprendizagem anteriores e ao genótipo de apolipoproteína E4.

E mais: ‘Concussão no esporte: quando retirar o atleta do jogo?’

Em conjunto com a publicação, a AAN lançou um aplicativo (para iOS e Android), “Concussion Quick Check”, para ajudar treinadores, treinadores atléticos, pais e atletas a avaliar rapidamente a ocorrência de uma concussão. Entre as principais características, o aplicativo inclui informações sobre:

  • Sinais e sintomas comuns de concussão;
  • O que fazer se um atleta tem uma lesão na cabeça durante um jogo;
  • O que fazer se parecer que o atleta tem uma concussão;
  • Quando está tudo bem para o atleta retornar ao jogo;
  • Orientações baseadas em evidências para o diagnóstico e manejo de concussão esportiva.

*Artigo revisado pela biomédica Juliana Festa.

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Referências:

  • http://journals.lww.com/neurotodayonline/Fulltext/2013/03210/New_AAN_Evidence_Based_Guideline_on_Sports.1.aspx

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