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Watson Health: tecnologia a favor da medicina de precisão

Já imaginou ter todos os dados do paciente guardados online? Todos os dados mesmo, todas as informações sobre sua saúde? É o que pretende fazer a International Business Machines (IBM), empresa americana de informática, com o programa Watson Health. O Watson é um software de big data que possui inteligência artificial (AI). O objetivo é agrupar a maior parte dos dados de saúde das pessoas do mundo para facilitar o trabalho dos médicos. A expectativa é que ajude a medicina a se tornar muito mais precisa, já que a AI calcula as informações de outros pacientes com a mesma enfermidade e alguns aspectos do estilo de vida e mostra quais tratamentos deram mais certo naqueles casos.

O programa da IBM foi lançado para hospitais nos Estados Unidos em 2015, e este ano começou a ser negociado para fazer parte de clínicas brasileiras. Os dados são agrupados com informações provenientes dos laboratórios, hospitais e até mesmo dos iPhones, por meio de uma parceria com a Apple. No caso do último, aplicativos de celular e tablete vão medir o estado de saúde dos seus usuários e essas informações, como batimento cardíaco normal, quantidade de horas de sono, o quanto andam por dia, etc., também serão coletadas.

A tecnologia funciona como uma ferramenta de busca, no estilo do Google, e é subdividida por especialidades. Segundo a IBM, uma pessoa gera 200 terabytes de informações sobre sua saúde durante a vida, mas 90% desses dados não são armazenados. A estimativa é que, se os médicos pudessem ter acesso ao histórico completo de seus pacientes, 20% da mortalidade mundial seria reduzida. Além disso, o diagnóstico preciso poderia gerar uma economia de cerca de 300 bilhões de dólares ao ano só nos Estados Unidos.

Veja também: ‘As inovações que mudaram a medicina em 2016’

Porém, toda tecnologia também traz problemáticas. Como ter segurança no armazenamento das informações, para privacidade dos pacientes, e mostras às pessoas a importância de reunir esses dados. A inteligência artificial ainda assusta um pouco, e muita gente não confia nesse tipo de inovação. Outra questão seria o acesso a qualquer pessoa daqueles dados, já que muitas vezes o paciente prefere procurar informações na internet a que ir ao médico. O necessário, nesse caso, é que a ferramenta tenha uma maneira segura também no cadastro dos profissionais e unidades de saúde. Muitas vezes, a própria tecnologia pode resolver os problemas que cria.

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Referência:

  • Beer R. Dados que curam. Revista Veja, 2016.

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