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Você sabe o que é fibromialgia?

Desde as primeiras descrições no século XVIII, a fibromialgia é tema controverso pela sua natureza ainda obscura, fisiopatologia complexa e diagnóstico difícil. Tem grande prevalência na população, principalmente no sexo feminino, e apesar de benigna, pode ser incapacitante. Causa muitas dores no corpo, fadiga intensa, dificuldade para dormir e para se concentrar. Normalmente, vem acompanhado de distúrbios psíquicos como depressão e transtorno de ansiedade.

Foi descrita em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia com os seguintes critérios: dor miofascial difusa, definida como bilateral, acima e abaixo da linha da cintura, envolvendo também o esqueleto axial, onde existe dor em pelo menos 11 de 18 pontos especificados – conhecidos por tender points, o que proporciona sensibilidade de 88,4% e especificidade de 81,1%. Mesmo assim, devemos lembrar que esses critérios foram criados para estudos epidemiológicos, e nem sempre atendem ao diagnóstico num caso individualizado.

É preocupante a grande quantidade de diagnósticos equivocados, já que se trata de uma doença que não tem exames complementares que auxiliem o médico. Dois erros são frequentes nesse processo: a supervalorização de determinadas queixas, proporcionando investigações exaustivas, gerando mais ansiedade no paciente; e a falta de critério na interpretação do que é dito pelo paciente, sendo taxativo sobre o diagnóstico e negligenciando outras patologias mais graves com sintomas semelhantes. Portanto, fica evidente tamanha subjetividade que carrega o diagnóstico desta doença. Não há sinais sugestivos no exame físico, exceto por dor a palpação difusamente.

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A fibromialgia é uma doença benigna, mas pode ser grave, limitando muito a qualidade de vida. Para evitar erros no diagnóstico é fundamental a avaliação de especialista experiente. O tratamento sempre deve ser multidisciplinar. Envolve uso de fármacos, atividade física e acompanhamento psicológico. A falta de um desses elementos terapêuticos pode significar a falha de todo o tratamento, gerando mais dúvida, ansiedade e descrença por parte do paciente. Portanto, o esclarecimento durante as consultas sobre a doença e como tratá-la é imprescindível para a melhora.

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Referências:

  • 2012 Canadian Guidelines for the Diagnosis and Management of Fibromyalgia Syndrome
  • American College of Rheumatology http://www.rheumatology.org/
  • Fibromialgia. In: Reumatologia – Diagnóstico e Tratamento. 4a ed.

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