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Aplicativo ajuda no manejo de AVC à distância

Um aplicativo permite que médicos com expertise em AVC avaliem remotamente imagens de alta qualidade dentro ou fora do hospital, com segurança, ajudando outros médicos a tomarem decisões sobre o tratamento.

Seguindo o modelo da Telemedicina, com o app é possível avaliar o paciente à distância. A maior vantagem é permitir o compartilhamento de imagens entre profissionais usando o padrão Digital Imaging and Communications in Medicine (DICOM), sem comprometer a qualidade e, consequentemente, sua interpretação.

Veja também: ‘Telemedicina: adotar ou não essa prática?’

O aplicativo visa ajudar médicos não especialistas na tomada de decisão. De maneira rápida, neurologistas podem visualizar as imagens de TC ou RM e enviar sua orientação.

A equipe que desenvolveu o app está usando o sistema para conectar uma rede de hospitais sem neurologistas a centros de AVC que podem, quando indicado, transferir pacientes para hospitais com capacidades de trombectomia.

Dr. Henrique Cal, neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia, esclarece alguns pontos:

“No caso de um programa de telemedicina voltado para AVC agudo, um neurologista pode avaliar o paciente por vídeo e diagnosticar um AVC, decidindo sobre melhor conduta; e é imprescindível que isso seja feito com presteza, pois o tempo faz toda a diferença para decisões acerca de administração de trombolíticos ou a transferência para um centro de terapia endovascular.

Um dos itens necessários para essa avaliação é a análise à distância de um exame de neuroimagem (TC ou RM) enviados eletronicamente. Como os programas de Telemedicina tem crescido, este ano a American Heart Association (AHA) e a American Stroke Association (ASA) lançaram uma nova publicação científica sobre qualidade de medidas e resultados com o uso de telemedicina no acidente vascular encefálico (AVE).

Um dos itens incluídos é que “os sistemas de telemedicina precisam garantir que essa tecnologia não gere atrasos que possam reduzir a probabilidade de recuperação depois do tratamento do AVE agudo”. Por isso, uma vantagem deste tipo de app é que ele permite visualizar o arquivo original da TC ou RM, ajudando a diminuir uma prática que tem se tornado frequente: quando alguém quer ver um exame de imagem à distância, pede a um colega que filme com o celular e lhe envie por aplicativos de mensagem; além de questões de segurança de dados, isso compromete a qualidade da imagem e, portanto, a sua interpretação.

Tecnologias deste tipo são relevantes porque a Telemedicina, ainda pouco praticada entre nós, é uma ótima solução para parte dos problemas de saúde no Brasil: ela possibilita que a expertise de especialistas chegue até mais locais do que o seu próprio de trabalho e também pode ser muito útil mesmo dentro de uma grande cidade, onde um centro de saúde ou clínicas menores podem contar com o apoio de centros de referência em alguma especialidade”, finaliza Dr. Henrique.

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Referências:

  • World Stroke Congress (WSC) 2016. Abstract 087. Presented October 27, 2016.
  • Smartphone App Extends Stroke Expertise to Hospitals Without Stroke Neurologists. Medscape. Nov 25, 2016.

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