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Método Western Blotting é o mais indicado para diagnóstico de toxoplasmose congênita?

A maior parte das crianças com toxoplasmose congênita (TC) não demonstra sinais ou sintomas no nascimento. Sem o acompanhamento adequado, existe um risco de desenvolver sequelas tardias. Por isso, é necessário uma avaliação precoce e rápida. Pensando nisso, pesquisadores analisaram o método Western Blotting para diagnóstico de TC.

Para esta análise, pesquisadores acompanharam 47 mães com toxoplasmose adquirida na gravidez e seus filhos, entre 2011 e 2014. O teste para detecção de IgG anti‐Toxoplasma gondii (IgG‐WB) foi considerado positivo quando a criança apresentou anticorpos que reconheciam pelo menos uma banda nas manchas de IgG diferente das bandas da mãe ou com maior intensidade do que a banda materna correspondente, durante os primeiros 3 meses de vida.

Desse grupo, 15 (15,1%) crianças foram diagnosticadas com TC e em 32 (32,3%) esse diagnóstico foi excluído. Os sintomas foram observados em 12 crianças (80%) e os mais frequentes foram:

  • calcificação cerebral – em nove (60%)
  • coriorretinite – em oito (53,3%)
  • e hidrocefalia – em quatro (26,6%).

Os anticorpos IgM anti‐T. gondii detectados por quimiluminescência (QL) foram encontrados em seis crianças (40%) e a reação em cadeia da polimerase (PCR) para detecção do DNA de T. gondii foi positiva em cinco de sete reações (71,4%).

A sensibilidade do IgG‐WB foi de 60% ([IC] = 95%, 32,3 a 83,7%] e a especificidade foi de 43,7% ([IC] = 95%, 26,7 a 62,3%). A sensibilidade do IgG‐WB aumentou para 76% quando relacionada à pesquisa de IgM anti‐T. gondii e 89,1% quando relacionada à pesquisa de PCR.

O método Western Blotting mostrou maior sensibilidade do que a detecção de IgM anti‐T. gondii. Pelos achados, os pesquisadores recomendam seu uso para o diagnóstico em associação com outros marcadores de infecção congênita.

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Referências:

  • Evaluation of the Western blotting method for the diagnosis of congenital toxoplasmosis. Capobiango J Monica T Ferreira F Mitsuka‐Breganó R Navarro I et. al. Jornal de Pediatria (Versão em Português), 2016 vol: 92 (6) pp: 616-623. DOI: 10.1016/j.jpedp.2016.08.005

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