Página Principal > Neurologia > Enxaqueca: veja as novidades do último ano

Enxaqueca: veja as novidades do último ano

Apesar de ser uma condição frequente e com diagnostico baseado somente em critérios clínicos, o reconhecimento e tratamento da enxaqueca ainda geram dúvidas. Veja abaixo as novidades publicadas em 2016 e fique por dentro das melhores condutas médicas!

Risco cardiovascular – Nurses’ Health Study

Um estudo epidemiológico analisou 116.470 enfermeiras inicialmente saudáveis. Cerca de 17.500 apresentaram um diagnóstico de enxaqueca. Durante os 10 anos de seguimento, foram registrados diversos eventos vasculares. Os pesquisadores descobriram que as enfermeiras com enxaqueca tinham um risco aumentado, não só para AVC, como também para o infarto do miocárdio.

As HRs para infarto do miocárdio e AVC foram 1,33 e 1,62, respectivamente. Em números absolutos, este risco ainda é baixo, mas é suficiente para que médicos aconselhem pacientes do sexo feminino com enxaqueca a tratarem os fatores de risco, como tabagismo e hipertensão.

Veja também: ‘Baixos níveis de ferro podem estar por trás de novo tipo de enxaqueca’

Triptanos – Headache

Em uma meta-análise, mais de 20.000 doentes foram incluídos em ensaios randomizados para comparar triptanos com placebo e outros tratamentos. A taxa de alívio da dor após a ingestão de triptano ficou entre 18% e 50%. Em comparação com outros tratamentos de enxaqueca, os triptanos foram superiores aos ergots, anti-inflamatórios não esteroides, aspirina e paracetamol (acetaminofeno).

Anticorpos – Headache

A previsão é de que o maior avanço na enxaqueca e cefaleias em salvas será o uso de anticorpos contra peptídeos relacionados ao gene da calcitonina (CGRP), seja contra uma molécula ou o receptor. Em ensaios de enxaqueca episódica e enxaqueca crônica, a taxa de resposta, definida como uma redução da frequência de enxaqueca de, pelo menos, 50%, foi alcançada por metade dos pacientes.

Em relação à segurança, a tolerabilidade tem sido excelente e quase nenhum efeito colateral foi identificado. As drogas estão agora em fase 3 de ensaios randomizados para enxaqueca e cefaleia episódica e crônica.

E mais: ‘Enxaqueca: estatinas são uma opção viável de tratamento?’

Toxina botulínica – Toxins

Um importante estudo investigou a duração ideal da toxina botulínica para o tratamento da enxaqueca crônica. Pesquisadores trataram os doentes durante 1 ano e depois interromperam o tratamento. Descobriu-se que cerca de metade dos pacientes se saíram tão bem que já não precisavam de toxina botulínica, enquanto a outra metade se deteriorou novamente e precisou retomar o tratamento.

Outro estudo mostrou que a neurotoxina também pode ser eficaz em pacientes com neuralgia do trigêmeo, que não podem usar ou tolerar o tratamento usual.

Fique ligado! ‘Enxaqueca: evidências do que fazer (e do que não fazer)’

Estimulação transcutânea do nervo vago

Um estudo apresentou resultados positivos para a estimulação transcutânea do nervo vago em cefaleia em salvas. Este método é seguro e bem tolerado e, agora, está sendo investigado na enxaqueca episódica frequente, enxaqueca crônica e cefaleia em salva.

As melhores condutas médicas você encontra no Whitebook. Baixe o aplicativo #1 dos médicos brasileiros. Clique aqui!

Referências:

  • The Year in Migraine and Cluster Headache Research. Medscape. Dec 27, 2016.

Comentários

Texto

Deixe uma resposta