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3 pilares do atendimento pré-hospitalar às vítimas de trauma [ABRAMEDE 2018]

Tempo de leitura: 3 minutos.

O atendimento emergencial é uma das etapas essenciais no salvamento do paciente. Garantir boa infraestrutura nesta fase é um dos desafios da saúde no Brasil, principalmente em se tratando de vítimas de trauma, por exemplo. Este é o tema da palestra “Quais as melhores estratégias de cuidado ao paciente traumatizado pré-cirúrgico”, da moderadora Lilian Frustockl.

O atendimento pré-hospitalar de qualidade requer planejamento constante, permanente e dinâmico. A melhor estratégia no amparo ao paciente emergencial é baseada em três pilares: a) estrutura adequada para receber os indivíduos que sofreram trauma; b) processos assistenciais bem definidos; c) melhores práticas médicas focadas em tomadas de decisão.

Uma boa infraestrutura compreende espaço físico adequado, materiais na quantidade e variedade corretas para os procedimentos necessários, além de equipamentos em condições de funcionamento favoráveis e que atendam às demandas hospitalares. A sala de trauma, por exemplo, deve preferencialmente estar próxima ao banco de sangue, da radiologia e do centro cirúrgico.

O hospital deve dispor de kits especiais para intervenções como toracocentese, traqueostomia e etc. Deve ser realizado também um check-list diário dos materiais e equipamentos da sala para gerenciar a quantidade e identificar se há escassez de determinado material ou verificar o estado de manutenção dos dispositivos hospitalares. Os profissionais de saúde precisam receber educação continuada no intuito de atualizar conhecimentos, por meio de participação em congressos e realização de cursos voltados para o atendimento emergencial como o ATLS, ATCN e o PHTLS.

O atendimento emergencial no pré-hospitalar deve conter processos bem definidos, que passam por avaliação inicial do paciente e sua consequente avaliação de risco. Caso o paciente traumatizado precise de reanimação, o método recomendado pela ATLS é o ABCDE do trauma (Airway [Via aérea], Breathing [Respiração], Circulation [Circulação], Disability [Incapacidade] e Exposure [Exposição]). O protocolo do trauma compreende avaliação primária, reanimação, reavaliação, avaliação secundária detalhada e tratamento definitivo.

Alguns protocolos assistenciais devem ser adaptados ao atendimento, tais como:

  • Protocolo de Manchester – classificar risco;
  • ATLS/ATCN;
  • Protocolo de Transfusão Maciça + ácido tranexâmico;
  • Protocolo de reversão da anticoagulação;
  • Protocolo de antibioticoprofilaxia;
  • Protocolo de transporte seguro;
  • Rotinas.

É muito importante medir cada etapa do processo de atendimento e identificar onde que está o gargalo. O tratamento pré-cirúrgico deve ser aplicado de acordo com a gravidade do paciente. Caso haja necessidade imediata de procedimento cirúrgico, o protocolo deve ser interrompido. Se não houver centro cirúrgico no hospital, o paciente de ser transferido para outra unidade

No entanto, a aplicação de tais práticas e estratégias não é tão simples, pois alguns empecilhos dificultam sua implementação. Eis os desafios:

  • Superar capacidade de complexidade
  • Encaminhar o paciente nas melhores condições
  • Indisponibilidade do centro cirúrgico
  • Indisponibilidade do especialista
  • Manter a equipe treinada

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Entre os dias 25 e 28 de setembro, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE) promove em Fortaleza (CE) a 6ª edição do maior Congresso de Medicina de Emergência Adulto e Pediátrico da América Latina. O evento conta com workshops, cursos e palestras com os maiores especialistas da área. A PEBMED está em Fortaleza e vamos publicar aqui no Portal com exclusividade as principais novidades do evento.

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Autor:

Eduardo Cardoso de Moura

Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Residência em Clínica Médica pela UFRJ ⦁ Diretor de Conteúdo e Co-fundador da PEBMED

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