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Nesse período de pandemia pelo COVID-19 e de necessidade de manter o isolamento social, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a realização de atendimentos por telemedicina. Caso o paciente esteja de acordo e deseje ser atendido on-line, sugere-se, se viável, e com o consentimento do paciente, que o atendimento seja gravado. Além disso, seguem algumas dicas úteis para realizar a consulta da melhor forma possível.

1º passo: preparar o ambiente

Escolha um local calmo e com privacidade, e deixe o prontuário de seu paciente aberto em algum dispositivo de fácil acesso (computador, tablet, celular).

2º passo: conectar com o paciente

Em caso de primeira consulta, apresente-se e apresente qualquer outro profissional que esteja acompanhando o atendimento. Confirme os dados do paciente (nome, idade, data de nascimento). Ofereça espaço para um acompanhante, caso seja de interesse do doente.

3º passo: conduzir a consulta

Realizar anamnese completa, solicitar que o paciente afira a própria pressão caso tenha o aparelho em casa e solicitar que conte sua frequência cardíaca. Alguns aplicativos de celular podem auxiliar o paciente na realização desses procedimentos.

Diante da queixa do paciente, direcionar a atenção para a região afetada. Caso ele apresente dor nas mãos, por exemplo, solicitar que ele a mostre no vídeo para ectoscopia. Em seguida, solicitar realização de manobras que avaliem a presença de limitação funcional, como cerrar o punho ou escrever algo em um papel e mostrar para a câmera. Tudo que for observado deve ser registrado em prontuário. Caso haja exames complementares a serem analisados, solicitar que o paciente mostre-os ou leia-os; atualmente, a maioria dos laboratórios fornecem os resultados dos exames on-line, o que facilita que sejam compartilhados por e-mail ou através do site da instituição. As imagens também podem ser acessadas da mesma forma.

4º passo: solicitar exames complementares

Caso seja necessário solicitar exames complementares, estes poderão ser feitos virtualmente, segundo a resolução 2.227/18 do CFM. O documento deverá conter, necessariamente, identificação do médico (nome, CRM, endereço de trabalho), identificação do paciente (nome, endereço), data, hora e assinatura digital do médico.

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5º passo: prescrição

Para prescrição de novas medicações e/ou renovação de receitas de uso contínuo, o procedimento é o mesmo que no pedido de exames, o documento deverá conter a identificação do médico, a identificação do paciente, a data, a hora e a assinatura digital do médico. Durante a epidemia do coronavírus, as receitas apresentarão validade estendida.

6º passo: terminar a consulta e agendar o seguimento

Esse é o momento de responder às dúvidas do paciente e dos familiares e reiterar se tudo que foi dito foi entendido. Caso esse último passo seja realizado de forma satisfatória, o paciente provavelmente sentirá menos necessidade de fazer contatos adicionais. O reagendamento da próxima consulta remotamente (em caso de manutenção da ordem de reclusão) ou presencialmente, é realizada nesse momento. É importante deixar um canal de comunicação aberto para eventuais necessidades, como, por exemplo, a piora da doença de base ou surgimento de doença aguda.

A liberação do atendimento médico via telemedicina está liberado apenas durante o surto de COVID-19, mas provavelmente discussões posteriores sobre essa prática serão trazidas novamente à tona.

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Gabriela Guimarães Moreira Balbi

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