Abstinência alcoólica na emergência: diazepam ou lorazepam?

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Estima-se que aproximadamente metade dos pacientes com um transtorno por uso de álcool apresenta sintomas de abstinência após cessar ou diminuir a ingestão de álcool. A emergência pode acabar sendo o local de escolha para controle sintomático. Os benzodiazepínicos são medicações importantes neste contexto. Porém, há poucas evidências para ajudar os médicos a escolher entre os benzodiazepínicos mais usados, diazepam e lorazepam. Um estudo publicado no Annals of Emergency Medicine nos ajudou a esclarecer esta questão.

Trata-se de um estudo retrospectivo, com quase 900 pacientes com abstinência aguda de álcool que foram tratados com benzodiazepínicos em três emergências afiliadas à University of British Columbia.  O objetivo era avaliar se a escolha inicial de benzodiazepínicos resultava em desfechos diferentes.

Dentre os pacientes, aproximadamente  500 receberam inicialmente diazepam, e o restante recebeu lorazepam. A maioria dos resultados foi parecido nos dois grupos: internações hospitalares (18%), admissões à unidade de terapia intensiva (0,3%), convulsões na emergência (0,8%). No entanto, uma proporção maior de pacientes que inicialmente receberam lorazepam necessitaram de doses de resgate de um benzodiazepínico alternativo (11% vs. 4%). Foi registrado 1 óbito em um paciente de 27 anos.

Mensagem prática:

Segundo o estudo, não diferenças significativas entre o lorazepam e o diazepam no tratamento inicial de pacientes com abstinência aguda de álcool. A escolha provavelmente dependerá da intimidade com cada medicação e das orientações institucionais. O importante no final das contas é o rápido controle sintomático.

Em nosso Fórum Médico PEBMED alguns colegas estavam conversando sobre essa conduta. Acesse para continuar a discussão de casos desse tipo.

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