Cardiologia

ACC 2021: o que já sabemos sobre anticoagulantes em pacientes com Covid-19?

Tempo de leitura: 3 min.

Uma sessão inteira do congresso do American College of Cardiology (ACC 2021), realizada hoje, foi dedicada à discussão da prevenção e tratamento de eventos tromboembólicos, com anticoagulantes, na Covid-19.

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Anticoagulantes na Covid-19

As principais mensagens vindas de várias revisões e recomendações de sociedades e organizações de saúde do mundo, incluindo a participação do Brasil, foram:

  1. A epidemiologia e fisiopatologia da trombose dos pacientes com Covid-19 ainda precisa ser mais elucidada.
  2. A identificação precoce dos fatores de risco preexistentes para trombose é crucial para definir as estratégias de prevenção.
  3. Pacientes que já usam anticoagulantes por outros motivos devem manter o uso durante o tratamento da Covid-19 e avaliar possíveis interações medicamentosas.
  4. Pacientes com alto risco para trombose sem diagnóstico de Covid-19 não devem usar anticoagulantes de forma profilática.
  5. Pacientes com diagnóstico de Covid-19, mas oligossintomáticos e sem fatores de risco conhecidos também não devem tomar anticoagulantes de forma profilática.
  6. A prevenção farmacológica de tromboembolismo em pacientes internados, quando indicada, segue as mesmas recomendações de drogas e doses usadas em pacientes sem quadro de Covid-19. Bem como o tratamento de tromboembolismo venoso (TVP) e pulmonar (TEP) e a prevenção de recorrências.
  7. A pesquisa de TEP não deve ser feita de rotina em todo paciente com dímero D elevado ou com insuficiência respiratória. A suspeita clínica deve incluir: piora súbita da ventilação; taquicardia súbita; hipotensão sem explicação (excluindo sepse, arritmia ou hipovolemia); alterações do ECG sugerindo TEP e/ou sinais clínicos de TVP.
  8. Em pacientes internados com diagnóstico de Covid-19 e TEP, o tratamento mais indicado é com heparina de baixo peso molecular e depois DOAC após a alta por no mínimo três meses.
  9. Os anticoagulantes orais de ação direta (DOAC) podem ser utilizados após a alta, em pacientes selecionados (alto risco de trombose e baixo risco de sangramento), por um período médio de seis meses, a depender dos fatores de risco para recorrência

Vários estudos testando diversas estratégias diferentes no tratamento da trombose em pacientes com Covid-19 vem sendo realizados e os resultados, em breve, poderão esclarecer algumas dúvidas ainda restantes no entendimento dessa enfermidade.

Estamos acompanhando o congresso do ACC 2021. Fique ligado no Portal PEBMED!

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Publicado por
Eraldo Ribeiro Ferreira Leão de Moraes

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