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Adoção de hábitos saudáveis pode atrasar aparecimento de câncer e diabetes?

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Pesquisadores descobriram que a adoção de hábitos saudáveis pode atrasar em até dez anos o aparecimento de algumas doenças em mulheres, como câncer, problemas cardíacos ou diabetes tipo 2.

Já para os homens, essa mudança positiva na rotina diária pode deixá-los livres dessas enfermidades cerca de 7,6 anos a mais do que o previsto.

A pesquisa foi assinada por 13 cientistas de diferentes nacionalidades e publicada neste mês de janeiro no periódico médico britânico BMJ.

Como foi realizado o estudo

Os pesquisadores analisaram dados de 73.196 enfermeiras americanas registradas no Nurses Health Study e de 38.366 profissionais do sexo masculino nos Estados Unidos, do Health Professionals Follow-up Study, que estavam livres de câncer, doenças cardiovasculares e diabetes no momento da inscrição.

Cinco fatores de estilo de vida foram utilizados para calcular um escore de estilo de vida saudável: nunca fumar, peso saudável (IMC), realizar, pelo menos, 30 minutos de atividade física diária, consumo moderado de álcool e dieta regular de boa qualidade.

A soma dessas cinco pontuações juntas resultou em uma pontuação final no estilo de vida de baixo risco, variando de 0 a 5, com pontuações mais altas indicando um estilo de vida mais saudável.

Os participantes foram avaliados regularmente por um período superior a 20 anos. Durante esse tempo, novos diagnósticos e mortes por câncer, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 foram registrados.

Resultados

Após o ajuste para idade, etnia, histórico médico familiar e outros fatores potencialmente influentes, a expectativa de vida livre de câncer, doença cardiovascular e diabetes aos 50 anos foi de 24 anos para as mulheres que não adotaram fatores de estilo de vida de baixo risco, e de 34 anos para as mulheres que adotou quatro ou cinco fatores de baixo risco.

Da mesma forma, a expectativa de vida livre de qualquer uma dessas doenças crônicas foi de 24 anos entre os homens que não adotaram fatores de estilo de vida de baixo risco, e 31 anos nos homens que adotaram quatro ou cinco fatores de estilo de vida de baixo risco.

Mulheres com quatro ou cinco fatores de estilo de vida de baixo risco tiveram uma expectativa de vida 10,6 anos mais longa, livre das principais doenças crônicas, do que mulheres com nenhum fator de estilo de vida de baixo risco, enquanto homens ganharam uma expectativa de vida 7,6 anos mais longa, livre de doenças crônicas maiores do que aquelas com nenhum fator de estilo de vida de baixo risco.

Homens que fumavam muito (15 ou mais cigarros por dia) ou obesos, homens e mulheres (índice de massa corporal de 30 anos ou mais) apresentaram a menor proporção (75% ou menos) de expectativa de vida livre de doença aos 50 anos.

Leia também: Como orientar mudanças do estilo de vida? Veja 4 abordagens clínicas

Conclusões

Como esse é um estudo observacional, as conclusões não implicam uma relação causal, ou seja, que os hábitos saudáveis sejam diretamente responsáveis pelo atraso no aparecimento das doenças.

Além disso, os autores apontam algumas limitações, como confiar nos hábitos de vida relatados e fato dos participantes serem, principalmente, profissionais de saúde.

No entanto, os dados cobriram um grande número de pessoas com avaliação detalhada e repetida dos fatores do estilo de vida durante um longo período de acompanhamento.

Para Frank Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard, um dos autores, o estudo traz uma mensagem positiva para as pessoas, em que melhorando.os seus hábitos cotidianos, elas podem ganhar não apenas mais anos de vida, mas bons anos, com qualidade.

Câncer, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2

Câncer, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 são as enfermidades que mais acometem os indivíduos à medida que envelhecem, por isso os autores do estudo se concentraram nessas três áreas. E, claro, porque são também as doenças que têm maior relação com os hábitos dos pacientes.

Pesquisas mostram que obesidade e sobrepeso, por exemplo, estão ligadas a 13 tipos diferentes de câncer, incluindo o de mama, de intestino, de rim, de fígado e de esôfago.

A Cancer Research UK calcula que quatro em cada dez casos da doença podem ser prevenidos com mudanças no estilo de vida dos pacientes, como reduzir o consumo de carne processada, aumentar a ingestão de fibras e proteger a pele contra a ação dos raios ultravioletas.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Referências bibliográficas:

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