Agência americana orienta evitar anti-inflamatórios na gravidez

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Uma das grandes preocupações durante a gestação é avaliar se determinado medicamento é seguro para uso. Os anti-inflamatórios são amplamente usados pela população para analgesia, porém devemos estar atentos aos potenciais efeitos colaterais. Recentemente, o Food and Drugs Administration (FDA) emitiu um alerta contra o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) na última metade da gravidez.

O principal motivo deste alerta é devido à associação entre AINEs e disfunção renal fetal. Isso pode levar a níveis baixos de líquido amniótico, o que pode causar complicações adicionais, incluindo atraso na maturação pulmonar.

Essas conclusões foram baseadas em relatórios de 35 casos de níveis baixos de líquido amniótico ou problemas renais associados ao uso de AINEs.

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Orientações sobre uso de AINEs na gravidez

A orientação atual da agência é que que os médicos devem limitar as prescrições entre 20-30 semanas de gestação e evitá-las totalmente após 30 semanas. A aspirina em baixas doses (81 mg) está isenta dessa recomendação.

Nos casos em que o AINE for necessário, sua dose e duração devem ser limitadas. Uma alternativa é fazer a monitorização do líquido amniótico com ultrassonografia, se o tratamento durar mais de 48 horas. Se a imagem revelar baixo volume de líquido amniótico, o tratamento com AINEs deve ser interrompido.

No Brasil, as bulas de anti-inflamatórios como ibuprofeno e diclofenaco, contraindicam o uso nos últimos três meses de gravidez.

Mensagem prática

Segundo a FDA, os médicos devem limitar as prescrições de AINEs entre 20-30 semanas de gestação e evitá-las totalmente após 30 semanas.

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