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AHA 2019: será a morte do Impella?

O uso de suporte circulatório mecânico é importante em dois momentos do paciente coronariopata agudo: no choque cardiogênico e na revascularização de pacientes de alto risco. O balão intra-aórtico foi durante anos a terapia padrão, mas o surgimento de novos devices permitiu a expansão de nossas opções. O Impella é um dispositivo de suporte ventricular com modelos para o VE, o VD ou ambos, podendo ser colocado por cirurgia (intratorácico) ou percutâneo, por acesso femoral.

Após o SHOCK-TRIAL, que não conseguiu mostrar benefício do BIA no choque cardiogênico após infarto agudo do miocárdio (IAM), estudos estão sendo realizados com os dispositivos novos.

Veja também: AHA 2019: colchicina no tratamento do infarto agudo do miocárdio

BIA versus Impella

No congresso da American Heart Association (AHA) 2019 foi apresentado uma pesquisa que comparou BIA e Impella em pacientes com choque cardiogênico após IAM. A população tinha idade média de 64 anos, 70% de homens, 34% com diabetes e 66% com doença multivascular.

O Impella utilizado foram versões 2,5 e CP, de inserção femoral, e por isso não se aplicam ao novo 5,0, intratorácico.

Os resultados foram desapontadores: pacientes com Impella apresentaram maior mortalidade (45 vs 34%) e mais sangramento (31 vs 16%). O estudo tem limitações, como o fato de ter sido observacional e retrospectivo, e não ensaio clínico. Mas ainda assim traz um balde de água fria.

Para o futuro, fica a necessidade de testarmos outros devices, como ECMO e Tandem.

Leia também: AHA 2019: qual a eficácia da monoterapia de ticagrelor na SCA?

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