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Alzheimer: Vitamina D previne o comprometimento cognitivo?

Tempo de leitura: 3 minutos.

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade degenerativa crônica que prejudica as funções cognitivas e a memória dos indivíduos. Considerada a causa mais comum de demência, o Alzheimer é causado pela combinação de diversos fatores genéticos, físicos e ambientais. Os primeiros sintomas podem se manifestar na forma de um comprometimento neurológico leve, que evolui gradativamente com o decorrer do tempo.

Apesar de não haver cura, a doença pode ser controlada; porém, ainda não há um método eficaz de prevenção.  Estudos recentes sugerem que a deficiência de complementos nutricionais na alimentação, principalmente a Vitamina D, poderia estar relacionada com o declínio do desenvolvimento cognitivo. A deficiência da Vitamina D no organismo pode duplicar o risco de demência a longo prazo.

A queda na cognição, consequentemente da memória, é um dos primeiros sintomas relacionados ao Alzheimer.

Vitamina D na prevenção de doenças mentais

A fim de comprovar esta associação, pesquisadores chineses realizaram um estudo randômico com 163 pacientes diagnosticados com comprometimento neurológico leve, idade média 67 anos, 45% homens. Os participantes foram separados aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo (n=80) recebeu doses diárias de vitamina D(10 μg/d), o segundo recebeu placebo (n=83).

Os integrantes dos dois grupos tinham perfis semelhantes, não se diferenciavam muito em relação a fatores sócio-econômico-demográficos, estilo de vida (fumo, sedentarismo, uso de bebidas) e história clínica (diabetes ou hipertensão). O tempo de follow up da pesquisa foi de um ano.

Leia mais: Alzheimer: saiba novidades no tratamento e prevenção da doença (PEBMEDCast)

O principal desfecho primário observado foi a alteração na função cognitiva, avaliada por meio da versão chinesa da Escala de Inteligência Wechsler para Adultos (WAIS). A escala avalia quesitos como QI Verbal, QI de Execução, QI Total, Índice de Compreensão Verbal, Índice de Organização Perceptual, Índice de Memória Operacional, etc.

Resultados

Ao final do estudo, os pesquisadores constataram melhora substancial nos indivíduos do grupo da Vitamina D em relação aos do placebo. Os escores WAIS no primeiro grupo foram maiores do que no segundo, principalmente em QI Total (p<0,001; d=0,70), QI verbal  (p<0,001; d=0,77) e QI de Execução (p<0,001; d=0,70). Além disso, os níveis de colesterol (HDL e LDL) e triglicerídios diminuíram no grupo da Vitamina D e aumentaram no grupo do placebo.

Lipídios x Alzheimer

O cérebro é o órgão mais rico em lipídios no corpo humano e quase todas as classes de lipídios tem alguma relação com a patogênese da Doença de Alzheimer. Acreditava-se que os níveis de lipídios corporais e cerebrais não tinham correlação, porém evidências sugerem que esta interação acontece por meio das moléculas de oxiesterol.

Alguns levantamentos constataram que pacientes com Alzheimer tinham níveis plasmáticos de colesterol total maiores do que outros indivíduos (pareados por sexo e idade) sem a doença. Nesse ínterim, os níveis de gordura corporal são importantes para determinar quem tem mais risco para o desenvolvimento de algum tipo de demência.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Hu JJia JZhang Y, et al. Effects of vitamin D3 supplementation on cognition and blood lipids: a 12-month randomised, double-blind, placebo-controlled trial. 

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