Imunologia

Anafilaxia e outras reações após vacina de mRNA da Moderna contra a Covid-19

Tempo de leitura: 2 min.

A vacina da marca Moderna, uma vacina com tecnologia do tipo mRNA, foi autorizada pelo governo americano a ser liberada, em caráter emergencial, para a população em dezembro de 2020, após 24,135,690 casos de COVID -19 com 400,306 mortes associadas a doença. Ela é administrada em duas doses com um intervalo de aproximadamente um mês entre elas. Em janeiro de 2021, foi constatado o total de 4,041,396 primeiras doses aplicadas. 

Do total de doses administradas, foram relatados 1.266 (0,03%) casos de reações adversas, sendo a maioria considerada de baixo valor. Reações como prurido, urticária, sensação de coceira na garganta, vermelhidão e alterações respiratórias foram algumas reações relatadas. Desse total, 108 foram consideradas reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia. 

A anafilaxia é uma reação alérgica grave que pode levar a morte se não diagnosticada e tratada  imediatamente, é rara em relação a administração de vacinas e ocorre cerca de poucos minutos após a sua aplicação. 

Casos de anafilaxia

De todos os casos de reações alérgicas graves pela vacina da Moderna, 10 casos (2,5 casos/milhão)  foram considerados anafilaxia, segundo os critérios de Brighton Collaboration. Eles ocorreram na sua maioria em mulheres com história prévia de alergia ou anafilaxia, com uma idade média de 47 anos e com início dos sintomas cerca de 7 minutos após a injeção ser realizada.

Leia também: Casos de trombose por vacina de Oxford são raros; agências recomendam continuar a imunização.

Todos os pacientes foram tratados inicialmente com epinefrina intramuscular, seis foram encaminhados a unidade de tratamento intensivo e 4 necessitaram de suporte de ventilação artificial. Nenhum paciente evoluiu para óbito.  Todas as pessoas que apresentaram reações alérgicas já possuíam história pregressa de alergia. 

Em comparação com a vacina Pfizer-BioNTech COVID-19, também com tecnologia de mRNA e também liberada pela FDA pelo governo americano em caráter emergencial, houve um menor número de casos de reações anafiláticas, sendo a Pfizer responsável por 11,1 casos/milhão. 

Conclusões:

A infecção pelo vírus SARS-COV-2 vem aumentando no mundo todo, assim como a taxa de mortalidade relacionada a essa infecção. As opções de tratamento ainda são bem limitadas, devido a isso, a disseminação de campanhas de vacinação efetivas representa uma ferramenta importantíssima para o  controle atual dessa pandemia.

Os órgãos de saúde mundiais continuam monitorando os efeitos adversos, principalmente os anafiláticos, relacionados a vacinação e estipulando medidas de prevenção como: melhor screening de pacientes, observação pós vacinação dos pacientes, treinamento  profissional para reconhecimento e tratamento imediato de anafilaxia. Os locais para vacinação devem  ser equipados com pessoal e material para possíveis emergências, tratamento imediato de reações graves com epinefrina intramuscular e transporte imediato para unidades de pronto atendimento caso  necessário.  

Referência bibliográfica: 

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Publicado por
Gabriela Queiroz

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