Psiquiatria

Ansiedade: pesquisa associa consumo de ômega 3 ao controle dos sintomas

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A ansiedade é um transtorno que acomete milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Uma dieta balanceada e rica em ômega 3 pode ser a chave para a redução do impacto da doença. De acordo com a pesquisa realizada em março deste ano e publicada em setembro na revista Jama Network, o consumo de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 durante um tempo determinado contribuiu para amenizar o impacto das manifestações clínicas do distúrbio.

Em um estudo de metanálise, pesquisadores selecionaram 19 testes clínicos randômicos com 2.240 participantes, dos quais 55% eram mulheres (n=1.232) e 45% homens (n=1.008) com idade média de 43,7 anos. Os indivíduos foram divididos aleatoriamente em dois grupos, o primeiro recebeu uma dose diária de 1605,7 mg de ômega 3 enquanto o segundo grupo recebeu placebo.

Leia mais: Tratamento para ansiedade deve continuar por, no mínimo, 1 ano após melhora clínica

Segundo o resultado da pesquisa de metanálise, o desfecho primário mostrou que os sintomas de ansiedade diminuíram em pacientes que receberam ômega 3 em relação aos que receberam apenas placebo (Hedges g, 0,374; IC 95%, [0,081-0,666]; P = 0,01), apesar de os efeitos clínicos em geral serem modestos.

A análise de subgrupo concluiu que a queda na severidade dos sintomas da ansiedade foi percebida nos indivíduos com diagnóstico bem definido e não no subgrupo cujos sintomas do distúrbio não eram específicos.

Os efeitos ansiolíticos dos  ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 (tanto o ácido docosa-hexaenoico quanto o eicosapentaenoico) foram identificados mais claramente nos subgrupos que consumiram a substância em maior dosagem (a partir de 2000 mg ao dia), em relação aos indivíduos que consumiram uma dose diária menor do que 2000 mg.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

Su K, Tseng P, Lin P, et al. Association of Use of Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acids With Changes in Severity of Anxiety SymptomsA Systematic Review and Meta-analysisJAMA Network Open.2018;1(5):e182327. doi:10.1001/jamanetworkopen.2018.2327

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Publicado por
Roberto Caligari

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