Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Cardiologia / Anticoagulação no paciente hepatopata: o que precisamos saber
estatinas betabloqueadores

Anticoagulação no paciente hepatopata: o que precisamos saber

Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Tempo de leitura: 2 minutos.

Na cirrose, há uma redução da carboxilação dos fatores vitamina K dependentes (II, VII, IX e X), com consequente alargamento do TAP/INR. Por isso, durante muitos anos se associou cirrose com risco aumentado de sangramento. Contudo, estudos recentes têm demonstrado um aumento do risco de eventos trombóticos em pacientes com cirrose, tanto TVP/TEP (venoso) como AVC isquêmico (arterial). A causa seria uma redução das proteínas anticoagulantes (proteína C e antitrombina).

As plaquetas também podem funcionar como uma faca de dois gumes: há redução quantitativa na esplenomegalia, mas pode haver aumento na agregação, pela ativação do fator de von Willebrand.

O que fazer então no paciente cirrótico que necessita de anticoagulação oral plena? As heparinas de baixo peso molecular são a melhor opção no paciente internado, mas seu alto custo e a administração parenteral tornam ruins seu uso crônico ambulatorial.

A varfarina continua sendo nossa opção “menos pior”: o INR basal alargado e a metabolização hepática aumentam o risco de sangramento como evento adverso – podendo chegar a 10% dos pacientes. Mas ela é a droga mais estudada e passível de medir o efeito terapêutico.

Os NOAC são opção interessante, mas muitos têm metabolismo hepático, interação no citocromo P450 e não há como medir seu efeito terapêutico com os kits disponíveis atualmente nos laboratórios comerciais.

Apixabana Dabigatrana Edoxabana Rivaroxabana
Metabolismo hepático 75% 20% 50% 65%
Ligação proteínas 87% 35% 55% 95%
CYP450 Sim Não Pouco Sim

Em um artigo de revisão recente, pesquisadores da área sugeriram o seguinte plano terapêutico para pacientes com cirrose:

  1. Peça EDA antes e trate as varizes com ligadura
  2. Pesquise H.pylori e trate
  3. Faça profilaxia de lesão de mucosa gástrica
  4. Evite álcool
  5. Evite AINE
  6. Não associe com antiplaquetários
  7. Plaquetas < 50 mil são contraindicação para anticoagulação plena
  8. Monitore enzimas hepáticas
  9. Calcule Child

a. Child A:

i. Varfarina
ii. NOAC (qualquer)

b. Child B:

i. Varfarina
ii. NOAC, com cautela*

c. Child C:

i. Somente varfarina

anticoagulacao

*No artigo, há menção explícita apenas a evitar a rivaroxabana em pacientes Child B. Contudo, há divergências e outros pesquisadores usam apenas a dabigatrana em pacientes Child B. O consenso por enquanto é que em Child A qualquer NOAC pode ser usado, ao passo que no Child C, nenhum deles é permitido.

Ainda sobre os NOAC, enquanto o andexanete não chega ao mercado, a dabigatrana mantém a vantagem de ter um reversor disponível no mercado, o Idarucizumab.

Autor:

Referências:

  • Oral Anticoagulation in Patients With Liver Disease. Arman Qamar, Muthiah Vaduganathan, Norton J. Greenberger, Robert P. Giugliano. Journal of the American College of Cardiology May 2018, 71 (19) 2162-2175; DOI: 10.1016/j.jacc.2018.03.023

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.