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Anvisa autoriza ensaio clínico de vacina Medicago/GSK contra a Covid-19

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou hoje, 8, mais um ensaio clínico de vacina contra a Covid-19. Desta vez, o imunizante que entrará em testes no país é desenvolvido pela empresa biofarmacêutica Medicago R&D Inc, sediada no Canadá, em conjunto com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK).

O estudo está com fases 1 e 2 em andamento no Canadá e Estados Unidos. O Brasil participará da fase 3, que contará com 30 mil voluntários distribuídos em países da América e da Europa; no país 3,5 mil pessoas poderão participar do estudo.

seringas para vacina Medicago/GSK contra a covid-19

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Vacina Medicago/GSK contra a Covid-19

O novo candidato a imunizante usa a proteína S e tecnologia de partícula semelhante ao coronavírus (CoVLP). A proteína S é expressa em forma de partículas parecidas com vírus (VLPs), coadministradas com um adjuvante, em duas doses com intervalo de 21 dias entre elas.

Leia também: Entre liberações e interrupções: como funcionam os ensaios clínicos de vacinas?

Para a aprovação da solicitação, a Anvisa analisou os resultados de outras etapas de desenvolvimento do produto, incluindo fase in vitro e estudos em animais. Teve acesso também aos dados preliminares dos ensaios clínicos de fase 1 e 2 que estão em andamento. Todos os dados demonstram perfil de segurança aceitável. A eficácia será avaliada na fase 3.

Estudos no Brasil

Este é a quinta vacina contra a Covid-19 a realizar testes de fase 3 no Brasil. As primeiras foram a vacina de Oxford, a Coronavac, a vacina de mRNA da Pfizer com a BioNTech e a vacina da Janssen-Cilag, divisão farmacêutica da Johnson.

Todos os quatro primeiros imunizantes testados no Brasil já foram aprovados, alguns para uso emergencial e outros como registro definitivo. Apesar disso, apenas a de Oxford e a Coronavac estão sendo distribuídas neste momento. As vacinas da Janssen e da Pfizer foram compradas somente no último mês pelo Governo Federal, e devem começar a chegar ao país a partir do final de abril. Apesar disso, a maior parte das doses só chegam nos terceiro e quarto trimestres.

Vacinação contra a Covid-19

Até o momento, de acordo com o mapa de vacinação do consórcio de imprensa, o Brasil aplicou mais de 27 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, o que corresponde a cerca de 10% da população. Porém, apenas 6 milhões de pessoas (2,8% da população) receberam a segunda dose.

Em relação ao mundo, o Brasil, segundo o mapa de vacinação da Universidade de Oxford, está em 11º lugar na porcentagem de pessoas em relação à população que já receberam ao menos uma dose. Em primeiro lugar está Israel, que vacinou mais de 60%, em segundo, Reino Unido (46%), depois Chile (37%), Estados Unidos (33%), Bahrein (32%), Hungria (27%), Servia (22%), Uruguai (22%), Alemanha (13%) e Turquia (12%).

Veja mais: Casos de trombose por vacina de Oxford são raros; agências recomendam continuar a imunização

Em números absolutos, os países que mais aplicaram as vacinas foram Estados Unidos (mais de 171 milhões de doses), China (mais de 149 milhões) e Índia (90 milhões). Em seguida, aparece o Reino Unido (37 milhões) e o Brasil (27 milhões).

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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