Coronavírus

Anvisa autoriza estudo clínico de terceira dose da vacina da AstraZeneca e outro com a proxalutamida

Tempo de leitura: 2 min.

Nesta segunda-feira, 19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização para um estudo clínico com o objetivo de mensurar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da vacina da AstraZeneca (AZD1222) aplicadas nos participantes do estudo inicial. A agência também autorizou a realização de um estudo clínico que visa avaliar a segurança e eficácia da proxalutamida diante da infecção causada pela Covid-19.

Segundo a Anvisa, a terceira dose da vacina da AstraZeneca será aplicada de 11 a 12 meses após a segunda. 

Leia também: Vacina da Pfizer: Anvisa autoriza estudos de uma possível dose de reforço

Terceira dose da AstraZeneca

O estudo será de fase 3, controlado, randomizado e simples-cego. Como pré-requisitos, os voluntários devem ter idade de 18 a 55 anos, além de estarem constantemente expostos ao coronavírus, como, por exemplo, os profissionais da saúde. Gestantes ou pessoas com comorbidades não participarão deste estudo. 

O estudo para saber a eficácia de uma terceira dose da vacina da AstraZeneca acontecerá exclusivamente no Brasil, especificamente nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo. Serão 10.000 voluntários no total, distribuídos da seguinte forma entre os estados: 

  • BA: 1.500 voluntários
  • RJ: 1.500 voluntários
  • RS: 3.000 voluntários
  • RN: 1.500 voluntários
  • SP: 2.500 voluntários

De acordo com a Anvisa, após a quebra do cegamento da pesquisa, os participantes que receberam placebo serão convidados para serem vacinados. 

Nova vacina da AstraZeneca

Na última quarta-feira, 14, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou um estudo clínico de uma nova versão do imunizante da AstraZeneca, que tem como objetivo proteger contra a variante B.1.351 do Sars-CoV-2, identificada primeiro na África do Sul.    

A pesquisa prevê que a dose de reforço da nova versão da vacina da AstraZeneca seja aplicada em indivíduos que já foram vacinados com as duas doses da versão atual do imunizante já presente no Brasil, ou com duas doses de uma vacina de RNA mensageiro contra Covid-19, como a da Pfizer. Desta forma, o estudo irá testar a dose de reforço em casos onde pessoas monitoradas não apresentem produção de anticorpos capazes de atuar contra o novo coronavírus e suas variantes. 

Proxalutamida para Covid-19

Este será um estudo de fase 3, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Os participantes serão exclusivamente do sexo masculino e com Covid-19 de nível leve a moderada.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas: 

 

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Publicado por
Luciano Lucas

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