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Anvisa orienta como realizar descarte de termômetros de mercúrio

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No mês de janeiro entrou em vigor a Resolução Anvisa 145-2017, que proíbe a fabricação, a importação e a comercialização dos termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio. A normativa também proíbe o uso destes equipamentos em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos sólidos contendo mercúrio (Resolução Anvisa 222-2018).

A proibição da coluna de mercúrio em termômetros e nos esfigmomanômetros, como são chamados tecnicamente os medidores de pressão, é resultado da Convenção de Minamata. A convenção, assinada pelo Brasil e mais 140 países em 2013, tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio em diferentes produtos como pilhas, lâmpadas e equipamentos para saúde, entre outros.

A contaminação do meio ambiente por mercúrio também está ligada a danos para a saúde humana. O documento oficial do Ministério do Meio Ambiente, Diagnóstico Preliminar sobre o Mercúrio no Brasil, informa que a exposição a 1,2 mg por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar em seguida.

A medida não afeta o uso doméstico do termômetro de mercúrio, que pode continuar sendo feito pela população. Entretanto, é preciso ter cuidado no armazenamento e na manipulação do objeto para evitar ao máximo a quebra do vidro.

Descarte de termômetros de mercúrio

Não há um procedimento oficial para o descarte correto do termômetro com mercúrio, mas de acordo com o Disque-Intoxicação, da Anvisa, é possível depositar o termômetro em sua embalagem plástica nos locais para descarte de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. As empresas que fazem o recolhimento destes objetos são especializadas em separar e reciclar metais tóxicos.

As Unidades de Saúde que ainda tenham termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio deverão:

  • Recolher, proteger e armazenar estes produtos em local seguro no almoxarifado da unidade, em recipientes que protejam os equipamentos de eventuais quebras;
  • Documentar o quantitativo recolhido e armazenado e informar à Secretaria Municipal de Saúde;
  • Aguardar orientações posteriores sobre a logística de recolhimento e transporte destes equipamentos aos locais apropriados para destinação final adequada.

A população e os profissionais de saúde contam com um telefone 0800 para tirar dúvidas e fazer denúncias relacionadas a intoxicações. O Disque-Intoxicação, criado pela Anvisa, atende pelo número 0800-722-6001. A ligação é gratuita e o usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat).

Riscos em relação ao mercúrio

O mercúrio é um metal pesado naturalmente encontrado no ar, no solo e na água, mas cuja dispersão no meio ambiente aumentou por conta de atividades humanas como a queima de carvão e o descarte incorreto de produtos com a substância. Em alta concentração, o mercúrio gera intoxicação em seres humanos e contamina o meio ambiente.

A exposição ao mercúrio representa um risco para os profissionais de saúde, especialmente da área de enfermagem. A exposição continuada por longos períodos pode provocar malefícios no sistema nervoso central e na tireoide.

Um termômetro de mercúrio possui uma quantidade pequena do metal, mas o contato direto com a substância pode causar desde sintomas leves, como coceira e vermelhidão na pele e nos olhos. A ingestão provoca úlceras no estômago. E uma exposição mais duradoura interfere no metabolismo celular, resultando no mau funcionamento de rins, fígado, pulmão e cérebro.

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