Coronavírus

Anvisa pede alteração na bula das vacinas da Janssen e da Astrazeneca por conta de reação rara

Tempo de leitura: 2 min.

A Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa) publicou uma solicitação aos fabricantes das vacinas da Janssen e AstraZeneca para que adicionem na bula dos imunizantes a contraindicação de uso para pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar. De acordo com a publicação, trata-se de uma reação adversa rara, porém, potencialmente grave. 

Segundo a Anvisa, os casos avaliados pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) apresentavam histórico familiar de síndrome de extravasamento capilar. A agência reguladora brasileira ainda destacou que já recebeu relato de um caso de suspeita da síndrome após a vacinação e está avaliando o episódio. 

O monitoramento na vacinação

Quem recebeu ou ainda irá receber vacinas com plataforma adenoviral, como as vacinas da Janssen e Astrazeneca, deve buscar atendimento médico imediato em caso de inchaço rápido nos braços e pernas ou aumento ponderal de peso nos dias posteriores à vacinação. Na maioria das vezes, esses sintomas estão associados à sensação de desmaio, por conta da pressão arterial baixa, destaca a Anvisa. 

A síndrome de extravasamento capilar

É uma condição rara e também grave, que causa vazamento de fluido dos capilares, dando resultados em inchaços, principalmente nos braços e pernas, baixa pressão arterial, espessamento do sangue e diminuição nos níveis de albumina. 

Portanto, torna-se necessário é imprescindível o monitoramento das pessoas vacinadas que apresentarem esse evento adverso, além do cuidado na identificação do tipo de vacina administrada, o número do lote e o fabricante. 

As vacinas envolvidas

De forma semelhante à vacina da Astrazeneca, a vacina produzida pela Janssen é uma vacina recombinante de vetor viral, utilizando adenovírus humano não replicante que expressa a proteína S do SARS-CoV-2.

Como os demais imunizantes, não há contraindicação para sua aplicação em indivíduos imunossuprimidos, embora não haja estudos sobre sua eficácia nesta população. A grande diferença para as outras vacinas até então aprovadas no país é que sua administração é em dose única, o que poderia tornar o processo de imunização em massa mais ágil.

Leia também: Anvisa orienta restrição de uso de vacina da Janssen em gestantes

Já a vacina da Astrazeneca, demanda um intervalo de cerca de três meses entre as doses. 

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

 

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Publicado por
Luciano Lucas

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