Enfermagem

Atualizações epidemiológicas da covid-19: a nova variante Ômicron do Sars-CoV-2

Tempo de leitura: 4 min.

A Organização Mundial de Saúde fez declarações sobre o surgimento da variante Ômicron, emitindo um alerta sobre a nova variante do Sars-CoV-2, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a variante Ômicron já foi detectada em todos os continentes: EUA, Austrália, Brasil, Canadá, Hong Kong, Israel, Japão, Nigéria, Noruega, Suécia, Reino Unido. Entretanto, o maior número de infecções confirmadas concentra-se na África do Sul.

No Brasil, segundo as Secretarias de Saúde Estaduais, foram confirmados 6 casos da variante Ômicron em brasileiros que fizeram desembarques internacionais.

Ouça também: Check-up Semanal: variante Ômicron, programa para combate do Aedes Aegypti, inibidor de P2Y12 no infarto e mais! [podcast]

Onde surgiu?

Em 26 de novembro, um grupo de cientistas que avalia e monitora regularmente a evolução do Sars-CoV-2, foi convocado para estudar uma nova variante denominada B.1.1.529 do Sars-CoV-2. Esta variante foi notificada pela primeira vez em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul, com três picos de casos notificados, tendo o primeiro confirmado por amostra coletada em 9 de novembro de 2021, denominada variante Ômicron pela Organização Mundial de Saúde.

Quais informações temos?

Segundo o grupo consultivo técnico sobre a evolução do vírus Sars-CoV-2 (WHO), as primeiras informações sobre esta variante falam sobre seu elevado potencial para mutações, e o risco aumentado de reinfecção quando comparada às outras variantes classificadas como preocupantes.

Baseado nas primeiras evidências científicas, a variante Ômicron traz diversas mudanças prejudiciais na epidemiologia da Covid-19, e por isso pesquisadores sugeriram que fosse classificada também como uma variante preocupante.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as variantes de preocupação (VOC), além de atenderem os critérios das variantes de interesse, estão associadas a uma ou mais alterações seguintes:

  • Aumento da transmissibilidade ou mudança prejudicial na epidemiologia da Covid-19; ou
  • Aumento da virulência ou variação da apresentação clínica da doença; ou
  • Diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública ou dos diagnósticos, vacinas e tratamentos disponíveis.

Em relação à transmissibilidade da variante Ômicron, ainda não está claro se é mais transmissível quando comparada à variante Delta, por exemplo. O número de casos confirmados no Sul da África tem aumentado, no entanto, ainda precisam de novos estudos para determinar se o aumento se deve à variante Ômicron ou a outros fatores.

Saiba mais: Avaliação ergoespirométrica em pacientes pós-Covid-19 com dispneia inexplicada

Quanto aos achados sobre a gravidade da doença, ainda é desconhecido o quadro clínico da infecção pela variante Ômicron e se os sintomas associados são diferentes dos sintomas das outras variantes.

O teste RT-PCR permanece o teste padrão ouro para diagnosticar a infecção pelas diversas variantes do novo coronavírus, incluindo a Ômicron, assim como os tratamentos farmacológicos existentes para Covid-19.

As vacinas desenvolvidas e autorizadas até o momento, possuem eficácia para prevenção dos desfechos clínicos graves, incluindo morte e hospitalizações pela Covid-19.

Segundo a Organização Mundial de Saúde não há informações sobre caso de morte pela variante Ômicron.

O que fazer?

É necessário que todos os países continuem implementando as medidas de prevenção comprovadas para diminuir a circulação do vírus, além de aumentar a vigilância e a capacidade de resposta através de recursos de saúde pública para enfrentar as chances de aumento dos casos por Covid-19.

A vacinação continua sendo eficaz e primordial para combater os casos graves e morte por Covid-19, inclusive para variante Delta, que é responsável por 99% das infecções.

Os órgãos sanitários precisam trabalhar cada vez mais para reduzir as desigualdades entre os países em relação ao acesso dos recursos de saúde nesta pandemia.

Diversos países, assim como a África do Sul, apresentam dificuldades no acesso as vacinas, testes diagnósticos, tratamentos, o que pode influenciar diretamente no aumento de casos e mortes pela Covid-19 à nível global.

Desta forma, cabe aos órgãos públicos garantirem, no mínimo, a distribuição equitativa da vacina para administração em todos os grupos etários vulneráveis da população.

Conclusão

Pesquisadores do grupo consultivo técnico sobre a evolução do vírus Sars-CoV-2 (WHO) e instituições científicas dos diversos países estão realizando investigações para compreender melhor os aspectos desta nova variante e assim que possível relatar novas conclusões.

Ainda há poucas evidências científicas para comprovar a gravidade e o impacto epidemiológico, ao passo que ainda é primordial a continuidade das medidas de proteção como uso da máscara, higiene das mãos, distanciamento social, evitar aglomerações e aumento da imunização da população.

Referências bibliográficas:

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Publicado por
Brenda Almeida

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