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Atualizações no screening de câncer colorretal — o que dizem os novos guidelines?

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Um dos temas de atualização em gastroenterologia no ACP 2022 foi o screening do câncer colorretal (CCR). Em 2021, duas importantes sociedades médicas — US preventive services task forces (USPSTF) e American College of Gastroenterology (ACG) publicaram diretrizes com recomendações de triagem do CCR. Além disso, em 2020, uma união de sociedades médicas de gastroenterologia e endoscopia – US MULTI-SOCIETY TASK FORCE (MSTF) – publicou recomendações de seguimento após colonoscopia e polipectomia.

As recomendações para grupos de maior risco (ex: indivíduos com doenças inflamatórias intestinais e história familiar de câncer colorretal) são individualizadas.

Leia também: O que há de evidências na triagem do câncer colorretal?

Atualizações no screening de câncer colorretal — o que dizem os novos guidelines

Recomendações do screening de CCR

O que há de novo é a recomendação do início do rastreio a partir de 45 anos, segundo a USPSTF. Enquanto, a ACG individualiza o início do rastreio em pacientes entre 45-49 anos, devido a baixa qualidade das evidências científicas nessa faixa etária.

Ambas as sociedades consideram que o rastreamento está indicado até os 75 anos de idade. Em pacientes acima dessa faixa etária é importante pesar o risco e benefício da intervenção, avaliando performance status do paciente, comorbidades e realização/resultados de exames de rastreio prévios

Em relação ao melhor método diagnóstico para o screening, a USPSTF considera que as diferentes possibilidades devem ser discutidas com o paciente, a fim de aumentar a adesão ao screening. Inclui diversas modalidades, porém não as distingue como primeira e segunda linha de recomendação.


Enquanto, a ACG define os exames de primeira linha para triagem de CCR: colonoscopia (a cada 10 anos) e FIT (anual).

Ambas as sociedades reconhecem que a aspirina é benéfica na prevenção cardiovascular e do CCR. A ACG recomenda uso de AAS em baixa dosagem em pacientes de 50-69 anos, com risco cardiovascular > 10% e baixo risco de sangramento, dispostos a usar a medicação por pelo menos 10 anos. Contudo, é importante ressaltar que a aspirina não substitui o rastreio.

A ACG faz recomendações especiais em indivíduos com familiares de 1º grau com CCR ou pólipo avançado ( > 1 cm, viloso, displasia de alto grau).

Deve-se iniciar rastreio aos 40 anos ou 10 anos antes do familiar mais jovem acometido (considerando a menor idade) nos casos de alto risco, como:

CCR ou pólipo avançado em familiares de 1º grau com menos de 60 anos;
CCR ou pólipo avançado em 2 ou mais familiares de 1º grau com qualquer idade.
Em famílias com múltiplos casos de CCR, principalmente em jovens, deve-se considerar avaliação genética.

Pacientes com familiares de segundo grau com CCR ou pólipo avançado devem ser considerados para triagem individualizada.

Apesar do muito conhecimento acerca dos benefícios do rastreamento de CCR, a adesão ainda é baixa. Dessa forma, o guideline da ACG chama a atenção da importância de promover estratégias de triagem organizadas, incluindo lembretes de pacientes e ferramentas de educação em saúde.

Em relação ao seguimento após colonoscopia e polipectomia, a US MULTI-SOCIETY TASK FORCE publicou atualizações em 2020, a fim de unificar e facilitar o seguimento dos pacientes submetidos à triagem de CCR.

Para tal, é necessário que esses pacientes sejam submetidos a uma colonoscopia de qualidade, que inclui os seguintes parâmetros:

  • Intubação do ceco;
  • Preparo adequado, permitindo detecção de pólipos > 5 mm;
  • Taxa de detecção de adenoma adequada ( > 30% em homens e > 20% em mulheres);
  • Ressecção completa do pólipo.

De acordo com os achados, o intervalo entre as colonoscopias é estabelecido:

Mensagens práticas

Em relação a faixa etária, evidências recentes demonstram benefícios do início da triagem aos 45 anos, contudo sabemos que essa é mais imprescindível a partir dos 50 anos.

O método de triagem mais adequado é a colonoscopia, lembrando que o exame deve seguir os critérios de qualidade estabelecidos para ser efetivo. Esse exame permite a ressecção de pólipos, avaliação histológica e definição do momento do novo exame, a fim de evitar o câncer de intervalo.

Contudo, sabemos que existem algumas limitações: disponibilidade no sistema único de saúde, resistência do paciente. Nesses casos, o FIT deve ser oferecido, porém lembrando que o mesmo não exclui completamente a possibilidade de neoplasia e que, caso positivo, o paciente deve ser submetido a colonoscopia.

Saiba mais: Índice de massa corporal aumentado pode estar associado à neoplasia colorretal precoce

Em relação aos intervalos, quando existe opções como 3 a 5 anos, 7 a 10 anos, tendemos a indicar o menor intervalo, a fim de melhorar detecção precoce. Contudo, é um norte importante para trabalharmos na adesão desse paciente ao acompanhamento adequado.

Devemos nos atentar em fornecer informação de qualidade ao paciente, incluí-lo nessa programação de novo exame a fim de potencializar os benefícios do rastreamento de CCR.

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# Davidson KW, Barry MJ, Mangione CM, et al. Screening for colorectal cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2021;325:1965‐77. DOI:10.1001/jama.2021.6238 # Shaukat A, Kahi CJ, Burke CA, et al. ACG Clinical Guidelines: colorectal cancer Screening. Am J Gastroenterol. 2021;116:458‐79. # Gupta S, Lieberman D, Anderson JC, et al. Recommendations for follow‐up after colonoscopy and polypectomy: a consensus updated by the US multi‐society task force on colorectal cancer. Gastroenterology. 2020;158:1131‐52  
Referências bibliográficas:

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