Aumento de casos caninos alerta para prevenção da leishmaniose visceral

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Apesar de ter havido uma redução de 50% nos casos confirmados de leishmaniose visceral em humanos, o número de casos da doença canina subiu 440% entre 2018 e 2019, na cidade do Rio de Janeiro. Os bairros que lideraram o ranking foram: Campo Grande (25), Lins de Vasconcelos (17), Engenho Novo (9) e Engenho de Dentro (9). Vale destacar que a região do Grande Méier somou 45 casos.

A leishmaniose é uma doença causada pelos protozoários pertencentes ao gênero Leishmania spp.. A transmissão da leishmaniose se dá através de vetores, no caso são os flebotomíneos (birigui ou mosquito palha) e não através do contato direto com a pessoa ou o animal contaminado ou secreções. Uma vez que o agente etiológico da leishmaniose visceral canina é o mesmo agente da leishmaniose visceral humana, é importante prevenir a leishmaniose canina para evitar a leishmaniose humana.

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Leishmaniose visceral

Até 2017 o tratamento da leishmaniose canina não era permitido para evitar a indução de resistência do protozoário, a indicação era de sacrifício do animal. Em 2017 foi autorizado o tratamento com medicamento exclusivo para cães, mas tem um alto custo.

Como prevenir a doença em cães: usar coleiras repelentes nos cães (troca conforme o fabricante, mas varia entre seis e noves meses) e fazer a vacinação.

Como prevenir a doença em humanos:

  • Usar repelentes;
  • Instalar tela de malha fina;
  • Usar roupas longas ao praticar trilhas em mata fechada.

Medidas adjuvantes de prevenção são: manter os arredores da residência limpo, sem água parada e sem acúmulo de matéria orgânica (folhas, pelos, fezes, restos de comida…).

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Referências bibliográficas:

  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviço. Guia de vigilância em saúde: volume 3 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017
  • Leite BMM, Solcà MDS, Santos LC S, Coelho LB, Amorim LDAF, Donato LE, et al. The mass use of deltamethrin collars to control and prevent canine visceral leishmaniasis: a field effectiveness study in a highly endemic area. PLoS Negl Trop Dis [Internet]. 2018
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Publicado por
Juan Carlos Silva Araujo

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