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AVEi agudo

AVEi agudo: qual é a melhor medicação para revascularização inicial?

Tempo de leitura: 2 minutos.

As doenças cerebrovasculares são a segunda causa de morte no mundo e uma das principais causas de incapacidade no adulto. O acidente vascular encefálico isquêmico (AVEi) representa 80% destas doenças. Sendo portanto, importante causa de morbimortalidade. Uma importante medida para reverter as incapacidades causadas pela isquemia é o uso da trombólise intravenosa (rTPA) como revascularização inicial no AVEi agudo, medida esta, que melhora a irrigação cerebral, o que diminui área de penumbra e ameniza os sintomas isquêmicos.

O rTPA deve ser realizado até 4,5 horas do início dos eventos, respeitando os critérios de indicação e exclusão de seu uso. A recanalização precoce é crucial no bom resultado pós-infarto cerebral, por diminuir área de penumbra. Desde 2015, metanálises mostraram que a trombectomia com stent Solitaire realizada imediatamente após o início da alteplase intravenosa isolada, potencializa a reperfusão tecidual e ajuda na recuperação neurológica precoce, o que reduz a mortalidade da doença.

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Nas salas de emergência há duas drogas principais normalmente disponíveis e utilizadas para a rTPA, são elas: a Alteplase, mais comumente utilizada, e a Tenecteplase, variante da Alteplase, com maior especificidade à fibrina e uma meia-vida mais longa. Recentemente um estudo publicado na NEJM utiliza as duas drogas e compara seu resultado, definindo qual seria a melhor indicação para ser realizada previamente à trombectomia. A dose utilizada para alteplase foi de 0,9mg/kg, dose máxima de 90mg e a de Tenecteplase 0,25mg/kg, dose máxima de 25mg, dentro de 4,5 horas dos primeiros sintomas isquêmicos.

A tenecteplase utilizada antes da trombectomia demonstrou resultado funcional superior, e maior incidência de reperfusão cerebral, quando comparado à outra droga. Mais análise ainda precisam ser realizadas, porém, pesquisas como EXTEND-IA TNK discutido neste artigo tem relevada importância e incentiva novos estudos.

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Autor:

Dony Cristioney Castilho de Campos
Médico formado pela Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal – RO (FACIMED) ⦁ Pós-graduado em Urgências e Emergências Médicas pela Faculdade Albert Einstein de São Paulo.

Referências:

  • Campbell BC, Mitchell PJ, Churilov L, et al. Tenecteplase Versus Alteplase Before Thrombectomy for Ischemic Stroke. N Engl J Med 2018;378:1573-82.
  • Editorial: Paving the Way for Improved Treatment of Acute Stroke with Tenecteplase. N Engl J Med 2018;378:1635-6.
  • Logallo N, Novotny V, Assmus J, et al. Tenecteplase versus alteplase for management of acute ischaemic stroke (NOR-TEST): a phase 3, randomised, open-label, blinded endpoint trial.Lancet Neurol. 2017;16:781–788. doi: 10.1016/S1474-4422(17)30253-3.

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