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Benefícios da estimulação magnética transcraniana para comorbidades neurológicas e psiquiátricas

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A estimulação magnética transcraniana não é um método invasivo e sobre o córtex humano. Atua na despolarização dos neurônios do córtex cerebral, promovendo estabilizações clínicas a partir do equilíbrio químico decorrente da interferência sobre ativação e inibição neuronal.

Já está em prática clínica para algumas doenças neurodegenerativas e psiquiátricas, como: doença de Parkinson, depressão maior e tinnitus.

Estimulação magnética transcraniana

A técnica se baseia em delimitação da representação cortical e aplicação de uma corrente elétrica sobre o escalpo. Os campos magnéticos induzem campos elétricos que despolarizam neurônios corticais, gerando potencial de ação.

Sobre esta técnica:

  • Mapeamento motor: delimitação da área de representação do músculo alvo no córtex, avaliando danos e representação funcional. Logo, é uma forma de avaliar a potencialidade de trabalho sobre cada sequela e definir planto terapêutico. É útil no melhor prognóstico de AVC,seguimento clínico de ELA, dentre outros acometimentos, por estabelecer e trabalhar o limiar motor de repouso;
  • Quando em uso seriado da técnica: De acordo com a frequência e sequência de pulsos elétricos , pode-se reativar regiões de pouca atividade e inibir regiões em grande excitabilidade, reduzindo regiões muito ativas e estimulando as menos ativas.. Este potencial tem sido muito útil em: reabilitação de AVC, dor crônica e depressão refratárias a combinações e mudanças farmacológicas tentadas. Nestes dois últimos casos, pode ser usado em conjunto com a terapia farmacológica, otimizando resultados com melhoras clínicas evidentes e aumentando expressivamente a eficiência do tratamento oferecido a paciente. Também pode ser usado em transtorno bipolar do humor de forma coadjuvante a formas já refratárias a combinações farmacológicas,transtorno obsessivo compulsivo, tinnitus e doença de Parkinson;
  • Na depressão: os efeitos observados ainda são variáveis podem já está em uso. Ha pacientes com respostas dramáticas, sendo indicado para ideação suicida persistente refratária a psicoterapia e uso de estabilizador de humor conjugado ao antidepressivo Age restabelecendo o equilíbrio entre os hemisférios cerebrais, de forma que a atividade metabólica cerebral seja satisfatória. É um coadjuvante importante para transtorno depressivo recorrente com episódio moderado a grave;
  • No Parkinson: promove redirecionamento de pulsos no córtex motor estimulando a secreção de dopamina e otimizando o tratamento. Apresenta melhora da psicomotricidade fina. Também deve ser entendido como um coadjuvante;
  • Zumbido: a percepção do zumbido tem correlação com atividade metabólica no córtex auditivo primário esquerdo. Logo, ao promover a inibição das células excitadas, reduz a percepção é incômodo com o zumbido, também , mais uma vez, de forma coadjuvante ao tratamento já empregado ainda sem efeito satisfatório.

Leia também: Depressão: uso da escala PHQ-9 para triagem e acompanhamento

Logo, esta técnica já está em uso clínico, além de estar sob pesquisa para enfermidades outras além das citadas aqui. Pode otimizar muitos tratamentos em pacientes refratários ou auxiliar a adesão do paciente ao tratamento. Pacientes de diferentes especialidades podem se beneficiar.

Na dúvida, encaminhe para uma avaliação e possível acompanhamento interdisciplinar!

Autora:

Referências bibliográficas:

  • Estimulação magnética transcraniana: uma breve revisão dos princípios e aplicações. MATSUDA, R., TARDELLI, G., GUIMARÃES, C., SOUZA V. H., BAFFA O. Retirado de : Revista Brasileira de Física Médica. 2019;13(1):49-56.
  • CONFORTO, Adriana B. et al . Estimulação magnética transcraniana. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo , v. 61, n. 1, p. 146-152, Mar. 2003 . Retirado de : <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2003000100032&lng=en&nrm=iso>. access on 28 Mar. 2020.
  • Milev, Roumen V et al. “Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) 2016 Clinical Guidelines for the Management of Adults with Major Depressive Disorder: Section 4. Neurostimulation Treatments.” Canadian journal of psychiatry. Revue canadienne de psychiatrie vol. 61,9 (2016): 561-75. doi:10.1177/0706743716660033

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