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Bipolaridade: entenda os sintomas que estão aumentando com a pandemia e os tratamentos mais indicados

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A mudança brusca na rotina e o isolamento social forçado que a pandemia de Covid-19 está exigindo de toda a sociedade – há mais de dois anos – acenderam um alerta mundial sobre a importância da saúde mental. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno afetivo bipolar atinge 140 milhões de pessoas no mundo. Sentimentos como estresse, medo e ansiedade gerados pela atual situação são muito complexos, e mais ainda no caso de pacientes com transtornos psiquiátricos, como a bipolaridade.  

“A pandemia trouxe para todos nós um certo grau de isolamento e, com isso, gera restrições no convívio social. E pacientes com transtorno bipolar podem através da falta dessa convivência desencadear uma irritabilidade maior do que sentem em seu estado natural, sem contar que também poderão se demonstrar agressivos se vêem na obrigação de seguir determinadas regras sanitárias. E ainda esse isolamento pode vir a desencadear outras características, como uma intensa busca sexual, fazendo com que os bipolares procurem escapes, sentindo a necessidade da troca de parceiros (as)”, ressaltou a psicanalista e neuropsicopedagoga Valdileia Coutinho, em entrevista ao Portal de Notícias PEBMED. 

Especialistas afirmam que diante do cenário de incertezas, distanciamento social e falta de perspectiva no retorno ao nosso “antigo normal”, é necessário prestar mais atenção às emoções dos pacientes, se existe uma grande dificuldade de lidar com a realidade e de se reinventar diante da pandemia, uma vez que essa esses sentimentos podem gerar sintomas patológicos e desencadear quadros de depressão ou de manias, servindo como gatilho emocional. 

“Por se tratar de um transtorno, o indivíduo com diagnóstico bipolar deve ser avaliado através de seu histórico clínico e também por exames psíquicos, caminhos em que o médico avaliará os sinais e sintomas do paciente. Pois assim, ele terá um norte em sua abordagem no tratamento do paciente”, explicou a psicanalista Valdileia Coutinho.

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Causas da bipolaridade 

A ciência ainda não sabe exatamente a causa do transtorno de bipolaridade. E com isso, ainda não foi comprovada a hereditariedade e sua ligação no desenvolvimento do transtorno. 

“Assim, determinadas substâncias produzidas pelo organismo, como os neurotransmissores, noradrenalina ou serotonina podem estar desreguladas, gerando manifestações bipolares. Não devemos descartar episódios estressantes, onde ocorrem os “gatilhos” para o início do transtorno na vida desse paciente”, afirmou Valdileia Coutinho, que acrescentou analisando os fatores de risco que o paciente bipolar pode buscar excesso da prática sexual (contraindo doenças), consumo em excesso levando a ter gastos financeiros sem limites e aos quadros depressivos. 

Tratamento 

O tratamento da bipolaridade é uma conjugação de diversas especialidades médicas: remédios e psicoterapia. “Dentre os tratamentos para esse quadro podemos indicar as prescrições medicamentosas e demonstrar acolhimento solidário para que o paciente não se sinta excluído de seu grupo social. Um ambiente familiar tranquilo, baseado no diálogo, pode colaborar com que o bipolar aceite sua condição de “doente”, sem esquecer a importância da escuta terapêutica”, destacou a psicanalista. 

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Dentro da abordagem medicamentosa, Valdileia Coutinho pontuou que a sustentação de tratamento para os pacientes bipolares é pautada na utilização de substâncias que irão regular ou ajustar o humor do paciente, trazendo um certo grau de estabilidade, evitando assim mudanças bruscas em seu humor. 

“Já na área psicológica, podemos indicar tratamentos terapêuticos, baseados em cinco intervenções: terapia cognitiva comportamental (TCC); psicoeducação; terapia familiar e conjugal; terapia interpessoal e de ritmo social; e terapia psicodinâmica”, indicou.  

Para finalizar, a psicanalista Valdileia Coutinho deu uma dica aos médicos:  

“Devemos sempre analisar o comportamento corporal desse paciente e avaliar como o mesmo se comporta em seus movimentos corporais, analisando ainda a sua questão nutricional, infecções perinatais e a exposição aos riscos do ambiente de trabalho como fatores que contribuem para o surgimento do transtorno bipolar”, concluiu. 

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