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Bloqueios periféricos para Neuralgia Trigeminal: opção terapêutica antes

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A neuralgia Trigeminal é uma das dores mais problemáticas que o ser humano pode sentir. Responsável em um grande número de vezes por alterações significativas na qualidade de vida do paciente que sofre com esse mal.

O tratamento inicial da Neuralgia trigeminal deve ser através de medicamentos. Como medicamentos de primeira linha temos Carbamazepina e oxcarbazepina e em caso de um controle não adequado das dores com essas medicações de primeira linha podemos usar outras medicações como lamotrigine, baclofeno e Gabapentina

Leia também: Neuralgia do trigêmeo: qual medicamento é mais eficaz?

Paciente com dor causada por neuralgia trigeminal

Quando o tratamento não é suficiente

Quando há falha no controle das dores com os medicamentos, normalmente se indica procedimentos mais invasivos como descompressão neurovascular do trigêmeo ou procedimentos percutâneos de rizotomia através de medicamentos, radiofrequência ou compressão por balão, levando sempre em conta para a decisão fatores como a causa da dor, experiência dos profissionais e preferência do paciente. Também há a possibilidade de ser realizada a Radiocirurgia

Para pacientes que não estão dispostos a fazer esses procedimentos ou aqueles que não tem a possibilidade, seja por questões de impossibilidade devido a saúde ou seja por questões da sua localização, podemos então lançar mão de procedimentos mais simples, menos invasivos para tentar controlar a dor desses pacientes. E nesse grupo se encontra os Bloqueios Periféricos para a Neuralgia Trigeminal. 

Bloqueios periféricos

Para entendermos bem os bloqueios periféricos temos que lembrar dos ramos terminais dos nervos oftálmico (V1), maxilar (V2) e mandibular (V3). 

  1. Forame Supra orbital : Localizado na Região frontal na borda superior da orbita, permite a passagem do nervo supra orbital , ramo terminal do segmento oftálmico (V1) do nervo trigêmeo que inerva a região mais superior da face.
  2. Forame Infra orbital : Localizado no osso maxilar, permitindo a saída do nervo Infra orbital, ramo terminal do segmento maxilar (V2) do nervo trigêmeo que inerva a região média da face.
  3. Forame Mentoniano : Localizado no osso mandibular, permite a saída do nervo Mentoniano que é o ramo final do nervo mandibular (V3), responsável pela inervação do andar mais inferior da face 

Então Esses bloqueios periféricos são realizados através primeiramente da identificação desses foramens, que pode ser feito através de técnicas palpatórias , usando aparelhos como fluoroscópios ou através do uso de ultra sonografia. Damos preferência pelo uso do ultrassom.

É feito então a correlação da área que o paciente relata que esta sentindo a dor com o segmento do nervo trigêmeo, então é decidido por meio dessa correlação qual o forame ou quais os foramens irão ser abordados apenas do lado ipsilateral a dor.

Saiba mais: Manejo de dor com métodos não narcóticos

Feito então técnicas de assepsia e antissepsia, identificação dos foramens e introdução de agulha fina, seguindo todas as regras de proteção ao paciente e introdução de medicamento da classe dos anestésicos locais, com o cuidado de não aprofundar a agulha dentro do forame.

Com relação as complicações mais comuns, são de baixa complexidade como formação de hematoma na área da aplicação, dores e parestesias residuais

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Referências bibliográficas:

  • Pascal J, Charter D, Perret D, Navez M, Auboyer C, Molliex S. Peripheral blocks of trigeminal nerve for facial soft-tissue surgery: learning from failures. Eur J Anesthesiol. 2005;22:480–482. doi: 10.1017/S0265021505260817
  • Lynch MT, Syverud SA, Schwab RA, Jenkins JM, Edlich R. Comparison of intraoral and percutaneous approaches for infraorbital nerve block. Acad Emerg Med. 1994; 1: 514–519.
  • Singh, B. Peripheral blocks for trigeminal neuralgia for facial soft tissue surgery: learning from failures. European Journal of Anaesthesiology. 2006;23(4):356-356. doi: 10.1017/S0265021506260587

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