BMS decide descontinuar Hydrea (hidroxiureia) definitivamente

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A farmacêutica Bristol-Myers Squibb (BMS) decidiu descontinuar definitivamente o Hydrea®, medicamento à base de hidroxiureia usado em leucemia mielocítica resistente e melanoma. A hidroxiureia continua disponível no Brasil, com a mesma formulação (500 mg), pela EMS.

A empresa anunciou que, por motivos comerciais, desde agosto deste ano, não faz mais a importação do fármaco, que também é produzido por ela fora do Brasil.

Hydrea

Além das principais indicações, Hydrea também pode ser utilizado em conjunto com a radioterapia em tratamento de carcinoma de células escamosas primárias (epidermoides) de cabeça e pescoço (excluindo os lábios) e carcinoma de colo uterino.

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O medicamento estará disponível para comercialização enquanto ainda houver estoque ou até o prazo de validade dos lotes produzidos previamente.

Hidroxiureia

A hidroxiureia é considerada um inibidor da ribonucleotídeo redutase, mas o mecanismo de ação exato pelo qual reduz efeitos antineoplásicos não é conhecido. Segundo os dados disponíveis, ela provoca a inibição imediata da síntese do ácido desoxirribonucleico (DNA), agindo como um inibidor, sem interferir na síntese do ácido ribonucleico ou da proteína.

Apesar de não haver indicação direta na bula, na prática médica é comum o uso do medicamento junto com outras terapias em síndromes mieloproliferativas e na anemia falciforme.

As contraindicações são para aqueles que possuem hipersensibilidade aos componentes e crianças; gestantes também apresentam alto risco (categoria D). Em idosos, o fármaco deve ser usado com cautela.

Como efeitos adversos, podem ser citados: estomatite, anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, vasculites cutâneas, erupções papulares e maculopapulares, sonolência, tontura, dispneia, entre outros.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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