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Caso clínico: como proceder a partir desta CTG da paciente grávida?

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Tempo de leitura: 2 minutos.

Paciente de 21 anos, G2P1N, IG 38+4 por USG de 1º trimestre, admitida na maternidade em fase ativa de trabalho de parto. Ao exame, a dinâmica uterina foi de cinco contrações a cada 10 minutos, com duração de 50 segundos.  Tônus uterino normal. BCF 120 bpm, com desaceleração. Toque vaginal: colo centralizado, 7 cm dilatado, 80% apagado, apresentação cefálica adaptada, em plano 0 de De Lee, bolsa íntegra.

Realizada cardiotocografia (CTG) abaixo:

caso

Como deve ser categorizada essa CTG e qual a conduta?

A interpretação da cardiotocografia nem sempre é fácil, podendo haver muitas vezes discordâncias entre os observadores. A classificação atualmente utilizada é a seguinte:

Categoria 1

Categoria 2

Categoria 3

Todos os seguintes:

– linha de base entre 110-160 bpm;

– variabilidade moderada (6-25 bpm);

– ausência de desacelerações tardias ou variáveis;

– presença ou ausência de desacelerações precoces (“DIP cefálico”);

– presença ou ausência de acelerações.

Tudo que não se enquadrar nas categorias 1 e 3, como por exemplo qualquer um dos seguintes:

– taquicardia fetal (> 160 bpm)

– bradicardia não acompanhada de ausência de variabilidade;

– variabilidade mínima (< 5 bpm)

– variabilidade ausente sem desacelerações;

– ausência de acelerações após estimulação fetal;

– desacelerações variáveis recorrentes e linha de base com variabilidade mínima ou moderada;

– desacelerações prolongadas por (> 2 minutos, porém < 10 minutos)

– desacelerações tardias com variabilidade moderada

– desacelerações variáveis e outras características como demora a retornar à linha de base

Linha de base com variabilidade ausente e qualquer um dos seguintes:

– desacelerações variáveis ou tardias recorrentes;

– bradicardia (< 110 bpm por 10 minutos);

OU

Padrão sinusoidal.

A CTG apresentada possui linha de base 130 bpm, variabilidade moderada, com desacelerações variáveis, portanto é considerada como categoria 2.

Devem ser avaliadas as possíveis causas dessas alterações (descida do polo cefálico, prolapso de cordão, rápida dilatação do colo) e iniciadas as medidas conservadoras como decúbito lateral, hidratação e suspensão de ocitócito caso utilizado. Não há evidências consistentes para recomendar o uso de oxigênio suplementar, apesar de ser prática frequente. A amnioinfusão e a tocólise podem ser consideradas se suspeita de compressão funicular (presença de desacelerações variáveis, por exemplo).

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O protocolo do NICE para manejo do trabalho de parto sugere, nesses casos, que a paciente seja reavaliada em 30 minutos – caso a CTG se mantenha com padrão não tranquilizador (CAT 2 persistente ou CAT 3), apesar das medidas conservadoras, sem que o parto seja iminente, deve-se considerar interrupção por via alta pelo risco aumentado de acidose fetal. Caso seja considerado o parto vaginal (como por exemplo paciente em período expulsivo, apresentação baixa), poderá ser necessário o uso de fórcipe ou vácuo-extrator para abreviação do segundo estágio.

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Autor:

Referências:

  • ACOG Practice Bulletin 106 – Intrapartum Fetal Heart Rate Monitoring: Nomenclature, Interpretation, and General Management Principles.
  • NICE clinical guideline 190 – Intrapartum care: care of healthy women and their babies during childbirth.

Um comentário

  1. João Marcelo Colluna
    João Marcelo Colluna

    Acredito que não cabe a amnioinfusão. A variabilidade está preservada. Qual amnioscopia??? Se liquido claro (esperado) as desacelarações são concordantes com as contrações, caracterizando DIP cefálico na minha opinião. Eu vejo que a causa dessas desacelerações seja a taquissistolia que deve ser corrigida. O parto deverá acontecer por via baixa. FEto com reserva ainda pela variabilidade preservada.

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