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Caso clínico: mulher com diarreia há 5 anos, sem outras alterações

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Mulher, 56 anos, desempregada, chega ao ambulatório de Medicina de Família queixando-se de diarreia há cinco anos. Durante a consulta, explica que desde 2014, apresenta alteração do hábito intestinal, com múltiplas idas ao banheiro com eliminação de fezes pastosas (bristol: 6/7) em pequena quantidade.

Não há sinais de alarme como muco, pus ou sangue, nem história familiar de neoplasias intestinais. Refere ainda dor em baixo ventre durante a evacuação, com melhora subsequente. Não há perda ponderal nem episódios de febre.

Relata que tudo começou após um aborrecimento com o marido e já visitou vários médicos, tendo realizado, anteriormente endoscopias e colonoscopias, sempre sem alterações. Desabafa por não conseguir mais sair de casa para atividades de lazer, nem visitar a família que mora em outro estado.

Normotensa, afebril, eupneica, eucárdica e hipocorada 2+/4, mostrou-se ansiosa e entristecida durante a consulta.
Do exame físico, nada digno de nota.

Qual o diagnóstico?

Suspeitando de síndrome do intestino irritável, foi iniciado amitriptilina, 25 mg à noite e fluoxetina, 20 mg, pela manhã. Além disso, foi sugerido busca à clínica de família para inserção em programas de atividade física. Uma nova consulta foi marcada para depois de um mês.

No retorno, informa melhora dos sintomas gastrointestinais – consistência e número de vezes – bem como é notado melhora do aspecto, não mais entristecido. Ainda um pouco ansiosa, planeja visitar a família e tem intenção de voltar a trabalhar.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem gastrointestinal não orgânica. Para diagnóstico é necessário três meses de sintomas incluindo dor abdominal crônica com dois ou mais dos seguintes aspectos: (a) relação com evacuação, (b) alteração da motilidade intestinal, (c) alteração da consistência das fezes.

Antidepressivos tricíclicos (ADT) diminuem o trânsito gastrointestinal, tem propriedades analgésicas e podem ser usados em baixas doses quando a SII se manifesta na forma diarreica – há a forma constipante da SII, quando os ADT devem ser evitados.

Inibidores seletivos da recaptação de serotina (ISRS), como a fluoxetina, podem ser usados com cautela, para auxílio e melhora do quadro depressivo do paciente.

Confira outros casos:

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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