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Centro cirúrgico infantil: conheça as particularidades deste ambiente

Tempo de leitura: 3 minutos.

O centro cirúrgico pode ser definido como um conjunto de áreas e instalações destinadas à realização de procedimentos anestésico-cirúrgicos, recuperação anestésica e pós-operatório imediato, para prover a segurança dos procedimentos nesse ambiente realizados, também para segurança e conforto do paciente.

O centro cirúrgico é um ambiente diferenciado dos outros setores da instituição hospitalar, a sala cirúrgica contempla excelência e rapidez dos profissionais que ali trabalham, assim como as novas tecnologias que já foram inseridas e são muito utilizadas para maior precisão e diminuição do tempo cirúrgico.

Contempla também uma equipe multiprofissional: cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de raio x, patologistas, técnicos de laboratório, perfusionistas, equipe da limpeza, secretárias e outros profissionais que não fazem parte da área da saúde, porém estão ali inseridos e desempenham serviços indispensáveis para que o ato cirúrgico tenha sucesso.

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O centro cirúrgico possui muitas particularidades, mas quando nos referimos a um setor específico para pacientes neonatos e infantis, tudo muda, a responsabilidade e agilidade no pensamento são primordiais. Assim como respeitar de forma impreterível algumas normas e quando não existam, primar pela alta tecnologia para atingirmos o objetivo da cura cirúrgica sem danos aos pacientes.

Primeiramente a temperatura da sala operatória precisa estar no máximo em 26ºC, a criança perde calor muito rápido, para que isso não ocorra precisamos respeitar a temperatura, fazer uso de manta térmica, colchão térmico e em alguns casos até mesmo o plastico adesivado para que o paciente não sofra hipotermia. Em alguns casos, utilizamos todos os equipamentos citados acima.

Precisamos lembrar que os pacientes neonatos e infantis possuem uma variação de peso e prematuridade; podendo estar na SO pacientes com 1kg . Utilizamos também o termômetro nasal, retal ou esofágico; tudo dependendo da criança, gravidade do caso e ato cirúrgico. Graças à tecnologia, já existe no mercado termômetros com as mesmas características citadas, com a diferença que são descartáveis, compatíveis com algumas marcas de monitores e podem seguir com o paciente para RPA ou UTI.

Com esse pensamento além dos materiais para os cirurgiões que são muito específicos, temos também o material de anestesia, um bom carro de anestesia com todo monitoramento necessário, todos as cânulas, tubos, máscaras, filtros e medicações específicas, auxiliam muito o bom andamento do ato anestésico. Com a tecnologia atual para intubações difíceis temos a laringoscopia assistida por vídeo, o que facilita muito.

O eletrodo de retorno também deve ser compatível com peso e idade do paciente, para evitarmos queimaduras e problemas maiores, vale a pena enfocar que dependendo do peso do paciente, caso o eletrodo não seja compatível, esse pode ser maior que o próprio paciente; o que pode causar algum dano futuro, já que a queimadura por bisturi elétrico ocorre de dentro para fora e pode demorar mais de sete dias para ser visível na pele.

Um aparelho de ultrassom para as punções venosas, principalmente as profundas, torna-se muito importante, pois evita o infortúnio de várias tentativas mal sucedidas. Ter à mão monitores, respiradores e incubadoras de transporte é fundamental.

A planta física do CC e das unidades onde a criança será encaminhada faz total diferença; menos transporte a criança sofrerá, mais conforto e segurança por ser próximo ao CC. O ideal é termos um andar cirúrgico específico para a criança. Contemplando nesse andar CC, RPA, UTI, Enfermaria Cirúrgica e Hospital dia para as pequenas cirurgias.

Outro fator essencial ao cuidado no centro cirúrgico desses pacientes, são equipes treinadas e capacitadas para desempenhar o trabalho no Centro Cirúrgico Pediátrico (CCP). Essa questão vale para anestesistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Todos os esforços são sempre objetivando o melhor cuidado ao paciente e posteriormente as campanhas da OMS e dos Órgãos de classe: como a Sistematização da Assistência Perioperatória (SAEP), segurança do paciente e conforto da equipe que do CCP.

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Autor:

Juliana Rocha

Enfermeira Especialista em CC/CME/RA ⦁ Coordenadora do Centro Cirúrgico Pediátrico do Instituto Fernandes Figueira e Rotina do Centro Cirúrgico Obstétrico do Hospital Municipal Miguel Couto

Um comentário

  1. Leilane Reis

    Parabéns pelo brilhante trabalho. Gratificante ler esta publicação e acreditar que a saúde tem profissionais tão empenhados e dedicados. Juliana parabéns!!!

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