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Com que idade deve haver a primeira consulta com o ginecologista?

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Recentemente, o American College of Obstetrics and Gynecologists (ACOG) divulgou novas recomendações de como e quando deve haver a primeira consulta da paciente adolescente com o ginecologista para lidar com a sua saúde reprodutiva.

Com que idade deve haver a primeira consulta com o ginecologista?

O momento propício varia individualmente

O ACOG acredita que o momento ideal deste primeiro contato deve ocorrer entre 13 e 15 anos, variando de acordo com preocupações do paciente, histórico médico, desenvolvimento físico e emocional e do nível de entendimento.

A importância da autonomia e privacidade da paciente jovem

Importante ressaltar que todos os adolescentes devem ter a oportunidade de discutir questões de saúde com um profissional de forma individual e particular. É extremamente comum se sentirem desconfortáveis em falar sobre esses pontos na presença de um dos pais ou responsável, irmão ou parceiros íntimos.

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Ambiente acolhedor

Criar um ambiente amigável ao adolescente pode ser muitas vezes desafiador. Aqui estão listadas algumas dicas do ACOG para criar esse contexto:

  • Evitar atender adolescentes não grávidas em um momento que o consultório esteja com a recepção cheia de pacientes obstétricas; portanto, seria ideal ter um horário dedicado às adolescentes, por exemplo, horários pós turno escolares.
  • Ter na recepção materiais de leitura e recursos audiovisuais adequados à adolescentes e culturalmente inclusivos.
  • Remover ou não enfatizar materiais e equipamentos (por exemplo, colposcópio) que podem deixar os adolescentes desconfortáveis na consulta.
  • Destinar um local para os pais ou responsáveis esperarem fora da sala de exame, criando um contexto de privacidade para o adolescente.
  • Certificar de que o paciente adolescente compreende que os pais ou responsáveis não estão dentro do alcance auditivo (por exemplo, evitar deixá-los esperar no corredor fora da sala de exame).

Equipe treinada para recepção de um adolescente

Outra questão importante é que não só o médico, mas a equipe do local de atendimento deve ser sensível às necessidades do adolescente em relação ao contato, comunicação e interação com os responsáveis.

A capacitação de toda equipe deve ter como objetivo: aumentar o conforto com as questões relacionadas à sexualidade adolescente, abordando de maneira respeitosa a diversidade sexual e de gênero e estar ciente de outras barreiras potenciais, como o acesso à linguagem, negociação com os pais participação do responsável na visita e também o sigilo.

O primeiro contato e o medo do exame ginecológico

Durante a consulta inicial com a paciente e os pais ou responsável, o obstetra-ginecologista deve informá-los que a consulta geralmente não requer um exame pélvico interno, a menos que seja indicado pelos sintomas. Além disso, o Papanicolau só deve ser realizado na pós-adolescência.

Antes de completar um exame, o obstetra-ginecologista deve aconselhar a paciente sobre o que esperar da parte do exame físico da visita, identificar se há preocupações do paciente e perguntar sobre o nível de conforto do paciente. Em alguns casos, um exame físico pode ser realizado em uma consulta separada.

Após o exame físico, o profissional de saúde deve abordar os achados físicos, o diagnóstico e as opções de tratamento em potencial. Uma vez que um plano de tratamento tenha sido decidido em conjunto, o adolescente é encorajado a incluir o pai ou responsável no plano de tratamento.

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Conclusão

Médicos devem estar atentos aos detalhes que fazem toda a diferença no acolhimento do paciente desta faixa etária. Uma boa relação do ginecologista com o adolescente durante a consulta promove repercussões importantes à longo prazo no contexto de autocuidado e saúde reprodutiva, e o primeiro contato é um momento crucial para estabelecer confiança e criar um bom vínculo médico-paciente.

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