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Como avaliar o prognóstico na hemorragia subaracnoidea?

Nesta semana, falamos sobre o uso de AAS na prevenção da hemorragia subaracnoidea. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, trazemos a avaliação prognóstica desta hemorragia.

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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Avaliação Prognóstica

Diversas escalas e escores foram formulados para classificar os quadros de hemorragia subaracnoide quanto à gravidade. Destacamos aqui duas das mais utilizadas na prática: a escala de Hunt e Hess, e a escala da World Federation of Neurological Surgeons (WFNS).

 

Escala de Hunt e Hess na Hemorragia Subaracnoide
Grau  Avaliação Neurológica
1 Assintomático ou cefaleia leve e rigidez nucal discreta
2 Cefaleia grave, rigidez de pescoço, sem déficit neurológico, exceto por paralisia de nervo craniano
3 Sonolência ou confusão mental, déficit neurológico leve
4 Torpor, hemiparesia moderada a grave
5 Coma, postura de descerebração

 

Escala de gravidade da Hemorragia Subaracnoide da WFNS
Grau Escala de Coma de Glasgow Déficit motor
1 15 Ausente
2 13-14 Ausente
3 13-14 Presente
4 7-12 Presente ou ausente
5 3-6 Presente ou absente

Complicações

A hemorragia subaracnoide pode cursar com complicações que contribuem para a deterioração clínica e piores desfechos, sendo as principais:

  • Ressangramento: Ocorre em 10-20% dos pacientes, principalmente nas primeiras 24 horas do quadro. Apenas o tratamento do aneurisma é eficiente na prevenção do ressangramento;
  • Isquemia cerebral: Vasoespasmo provocado pela lise do sangue no espaço aracnoideo determina o surgimento de áreas de infarto parenquimatoso, determinando novos sinais neurológicos focais na apresentação clínica e rebaixamento do nível de consciência;
  • Hidrocefalia: Complicação comum da hemorragia subaracnoide, causada por obstrução na drenagem do líquido cefalorraquidiano pela presença de sangue. Manifesta-se no exame de imagem por dilatação ventricular e clinicamente por rebaixamento do nível de consciência e sinais de hipertensão intracraniana (miose, desvio do olhar conjugado);
  • Hipertensão intracraniana: Origem multifatorial, pode ser causada por hemorragias volumosas, hidrocefalia aguda, por edema e/ou isquemia do parênquima e por hiperemia reativa (após insulto isquêmico).
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

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