Página Principal > Whitebook > Como diagnosticar a bronquiolite aguda?
medicina

Como diagnosticar a bronquiolite aguda?

Nesta semana, falamos sobre as condutas mais atualizadas no manejo da bronquiolite. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, trazemos a abordagem diagnóstica da bronquiolite aguda.

As melhores condutas médicas você encontra no: Whitebook Clinical Decision! Baixe grátis.

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Abordagem Diagnóstica

As manifestações clínicas são típicas e, na maioria das vezes, bastam para o diagnóstico. Todo e qualquer tipo de exame complementar deve ser utilizado única e exclusivamente em quadros atípicos ou em casos graves, quando se quer inferir o grau de gravidade.

Pode-se avaliar a necessidade de radiografia de tórax, hemograma completo, oxímetro de pulso, gasometria, testes virológicos (imunofluorescência indireta, Reação em Cadeia da Polimerase – PCR, imunoensaio enzimático, imunocromatografia, imunoensaio ótico e outros).

Hemograma completo: Hemograma também não é recomendado em todos os pacientes, nem sempre auxiliando na diferenciação entre infecções virais e bacterianas. A leucocitose é um achado comum, embora a contagem do diferencial seja normal.

Radiografia de tórax: Não deve ser pedida de rotina, reservando para quadros graves ou que haja suspeita de pneumonia bacteriana. A radiografia, comumente, revela hiperinsuflação pulmonar e, ocasionalmente, espessamento peribrônquico. Em alguns casos, pode evidenciar também infiltrados lobares e/ou atelectasias. Visualiza-se, ainda, retificação dos arcos costais devido a retenção de ar.

Testes virológicos: O diagnóstico etiológico de bronquiolite pode ser confirmado através de secreções do aspirado nasofaríngeo, que são as amostras mais fidedignas para a identificação do VSR. As provas de diagnóstico rápido (imunoensaio enzimático, imunocromatografia e imunoensaio ótico, imunofluorescência indireta) apresentam uma menor sensibilidade que a imunofluorescência direta, mas devido a sua baixa complexidade e rapidez são as mais empregadas.

  • Os testes virológicos não são recomendados como rotina e são usados mais para fins de vigilância epidemiológica do que para fins diagnósticos. Sendo assim, são reservados naquelas crianças que necessitem de internação hospitalar ou para identificar a etiologia viral das epidemias, tanto nas comunidades quanto nos hospitais.

Critérios Diagnósticos

Podemos considerar como critérios:

  • Idade entre 0 e 2 anos;
  • Início agudo de sintomas respiratórios como coriza, tosse, espirros precedidos ou não de febre;
  • Taquipneia, com ou sem insuficiência respiratória;
  • Sinais clínicos de obstrução das vias aéreas inferiores, como sibilos e expiração prolongada.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.