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Como interpretar a nomenclatura dos marca-passos cardíacos?

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Tempo de leitura: 2 minutos.

Com o uso cada vez mais frequente de marca-passos cardíacos, fez-se necessário criar alguma forma de comunicar o papel exato deste dispositivo em seus portadores, de forma simples e acessível aos médicos assistentes. Foi pensando nisso que instituições como a North American Society of Pacing and Eletrophisiology (NASPE) e o British Pacing and Eletrophisiology Group (BPEG) criaram o código ICHD para nomenclatura internacional dos modos de estimulação artificial cardíaca.

Código ICHD de cinco letras:

1. Câmara estimulada:

A: átrio
V: ventrículo
D: ambos (dupla câmara)

2. Câmara sentida:

A: átrio
V: ventrículo
D: ambos (dupla câmara)
O: nenhum

3. Resposta ao evento ou Modo de operação, representa o comportamento do aparelho frente a um sinal elétrico intrínseco do paciente:

T: deflagra MP
I: inibe MP
D: deflagra + inibe MP
O: nenhuma

4. Capacidades de programabilidade e se apresenta resposta à frequência cardíaca:

P: programável
M: multiprogramável
R: com resposta de frequência cardíaca
C: com telemetria
O: nenhuma

5. Presença ou não de funções antitaquicardia:

P: pacing
S: shock
D: ambos (pacing + shock)
O: nenhuma

Vale ressaltar, entretanto, que apesar de o código ICHD conter cinco letras, muito raramente são utilizadas as duas últimas letras!

E quais os modos de estimulação mais frequentes?

Existem muitas possibilidades de ajustes, combinando-se as diversas possibilidades de programação para cada função, mas existem algumas pré-configurações mais frequentemente utilizadas rotineiramente. São elas:

1. AAI: estimula o átrio, sente o átrio, e se inibe na presença de atividade atrial espontânea normal. Ultimamente, são pouco usados, reservados para pacientes com distúrbios do nó sinusal, mas sem alterações na condução atrioventricular.

AAI

2. VVI: estimula o ventrículo, sente o ventrículo, e se inibe na presença de atividade ventricular normal (mesmo extrassístoles).

OBS.: o modo VVI não respeita atividades atriais. Desta forma, pacientes com este tipo de programação estão susceptíveis à conhecida Síndrome do Marcapasso.

VVI

3. DDD: marcapasso dupla câmara, com detecção e estimulação atrioventricular, capaz tanto de deflagrar quanto inibir estímulos quando sente o batimento ventricular. É o modo de comando mais fisiológico, por permitir mais autonomia dos ritmos próprios do paciente, quando presentes e dentro da normalidade.

DDD

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