Home / Oftalmologia / Confira tudo o que você precisa saber sobre catarata
catarata

Confira tudo o que você precisa saber sobre catarata

Oftalmologia
Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Tempo de leitura: 3 minutos.

Em 2002, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que a catarata foi a causa mais comum de cegueira no mundo, acometendo mais de 17 milhões de pessoas. A cirurgia de catarata é o procedimento cirúrgico mais comum em países desenvolvidos.

Embora tenha-se tentado ativamente um tratamento farmacológico preventivo ou terapêutico para esta doença que, potencialmente, causa cegueira, a solução ainda parece estar bastante distante. Portanto, o tratamento cirúrgico de catarata, o qual tipicamente inclui o implante de lente intraocular (LIO), continua a única alternativa viável. Atualmente, o implante de LIO é uma operação muito bem-sucedida; agora, a segurança e a eficácia do procedimento estão bem estabelecidas.

Cristalino

O cristalino é uma estrutura esferoide oblada assimétrica, avascular e sem inervação e tecido conectivo. Ele faz parte do segmento anterior do bulbo ocular, e é responsável pelo fenômeno de acomodação e participa do processo de refração da luz. Situa-se posterior à íris com a superfície anterior em contato com o humor aquoso e a superfície posterior, com o vítreo.

O núcleo e o córtex são compostos de fibras cristalinianas que continuam sendo produzidas ao longo da vida. As fibras produzidas no período fetal irão ficando mais compactas no centro, compondo o núcleo, enquanto as fibras mais novas ficam dispostas perifericamente e constituem o córtex.

catarata
Olho com catarata. Foto: Carolina Leal /Hospital Universitário Antônio Pedro

Ao longo dos anos ocorrem diversas modificações morfológicas no cristalino que cursam com a catarata senil. Com o envelhecimento, o cristalino aumenta no diâmetro anteroposterior e no seu peso, em decorrência da produção de novas fibras cristalinianas dispostas de forma concêntrica. Com isso, o núcleo vai tornando-se mais compacto e endurecido, no processo chamado esclerose nuclear.

Leia mais: Operar catarata está associado com menor mortalidade em mulheres?

Ocorre também quebra de moléculas proteicas chamadas cristalinas, resultando na formação de agregados proteicos de elevado peso molecular. Esses agregados podem ser grandes o suficiente para alterar o índice refracional local, reduzir a transparência, e interagir com os raios luminosos.

Esse processo é acompanhado de aumento da pigmentação, que pode assumir tom mais amarelado ou acastanhado. Como resultado dessas alterações, a visão tende a ser prejudicada. Os tipos de catarata mais comuns relacionados à idade são: nuclear / cortical / subcapsular posterior.

Classificação

Existem diferentes formas de classificação da catarata. As mais utilizadas são baseadas na localização anatômica ou no mecanismo formador da opacidade (etiologia).

Foto: Carolina Leal /Hospital Universitário Antônio Pedro

a) Classificação anatômica:

  • Subcapsular
  • Cortical
  • Nuclear
  • Ponteada
  • Sutural
  • Lamelar ou zonular
  • Capsular ou polar
  • Total

b) Classificação etiológica

  • Congênita
  • Senil
  • Traumática
  • Associada a doenças oculares
  • Associada a doenças sistêmicas
  • Causada por toxicidade

Facoemulsificação

Representa a técnica cirúrgica para remoção do núcleo do cristalino com catarata por meio de um instrumento de aspiração ultrassônico vibratório.

A facoemulsificação (faco) oferece ao cirurgião a possibilidade de quebrar o núcleo em fragmentos menores, em emulsão fina, os quais podem ser removidos através da ponteira utilizada para a fragmentação. Como consequência, atualmente é possível minimizar o traumatismo às estruturas oculares e obter um mínimo impacto em sua morfologia como resultado da moderna cirurgia de catarata.

Foto: Carolina Leal /Hospital Universitário Antônio Pedro

Em fevereiro de 1965, Charles Kelman propôs que o instrumento ultrassônico utilizado naquela época por alguns dentistas para auxiliar na limpeza dos dentes também poderia ser usado para fragmentar o núcleo do cristalino e possibilitar sua remoção sem necessidade de ampla incisão.

A primeira cirurgia de Kelman usando FACO em um olho humano demorou três horas. Naquela época, os pacientes se tornavam afácicos ou era necessária uma incisão consideravelmente maior para permitir a introdução de lentes intraoculares rígidas (LIO), que eram ainda relativamente recentes.

Três avanços – progresso tecnológico nos anos de 1970 e 1980 (particularmente em mecanismos eletrônicos de estado sólido), novas técnicas cirúrgicas (particularmente a capsulorrexe curvilínea contínua) e o desenvolvimento de LIO dobráveis de alta qualidade – agiram de forma sinérgica, favorecendo o desenvolvimento da moderna cirurgia de FACO.

Atualmente, cada vez mais os cirurgiões têm à disposição equipamentos sofisticados que possibilitam muito mais controle do procedimento cirúrgico. Compreender os princípios básicos do equipamento permite ao cirurgião maximizar seu potencial.

É médico e também quer ser colunista do Portal da PEBMED? Inscreva-se aqui!

Autor:

Referências:

• Série Oftalmologia Brasileira – Conselho Brasileiro de Oftalmologia – 4ª Edição, 2017; Retina e Vítreo, Ed. Cultura Médica.
• KANSKI, Jack J. Oftalmologia clínica: uma abordagem sistemática. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
• YANOFF, M.; DUCKER, J.S.Oftalmologia. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier,2011.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.