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Conheça efeitos do Vascepa na prevenção de eventos cardiovasculares

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O REDUCE-IT foi um estudo global com 8179 pacientes adultos tratados com estatinas e com elevado risco cardiovascular. O estudo atingiu seu objetivo primário ao demonstrar 25% de redução no risco relativo com alto grau de significância estatística (p < 0,001). Foram comparados pacientes que usaram 4g/dia de Vascepa com pacientes que usaram placebo com a intenção de tratar eventos eventos cardiovasculares maiores (EACM).

Os pacientes recrutados tinham LDL-C entre 41-100mg/dl (média 75mg/dl) controlado com estatinas e vários fatores de risco cardiovasculares incluindo triglicerídeos elevados entre 150-499mg/dl ( média de 216mg/dl ) e também doença cardiovascular conhecida (coorte de prevenção secundária) ou diabetes melitus e pelo menos um outro fator de risco cardiovascular (coorte de prevenção primária).

O seguimento foi de quatro a nove anos. Os EACM incluíram morte cardiovascular, infarto do miocárdio não-fatal, acidente vascular cerebral não-fatal, revascularização miocárdica e angina instável que requeria internação. Vascepa (Amarin Corporation) é um produto que consiste de um ácido ômega-3 comumente conhecido como EPA na forma etil-éster.

Vascepa não é óleo de peixe, mas um derivado do peixe que passou por um processo de manufatura complexo estabelecido pelo Food and Drug Administration (FDA) desenhado para eliminar impurezas efetivamente e isolar e proteger a molécula ingrediente ativa. De acordo com o FDA, Vascepa é indicado como um suplemento à dieta para reduzir os triglicerídeos em pacientes adultos com hipertrigliceridemia grave (> ou = 500mg/dl).

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Estudos anteriores não-demonstravam resultados satisfatórios dos ômega-3. O estudo ASCEND avaliou 15480 pacientes diabéticos em prevenção primária que foram randomizados para tomar 1g/dia de ômega-3 ou placebo. O estudo não encontrou nenhuma diferença na eficácia do desfecho primário (eventos cardiovasculares sérios – infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral hemorrágico, ataque isquêmico transitório ou morte cardiovascular) ou no desfecho secundário (revascularização).

No entanto, foi usado o ácido graxo ômega-3 como achado no óleo de peixe (não purificado como o Vascepa) e com uma dose um quarto inferior à dose utilizada no estudo REDUCE-IT.

Uma metanálise incluindo 7.7917 pacientes de 10 estudos randomizados com acidente vascular cerebral ou cardiopatia prévias ou com risco elevado de doença cardiovascular não conseguiu mostrar benefício de uma dose diária de ômega-3 com 226-1800mg de ácido eicosapentanóico (EPA) e 0-1700mg de ácido docosahexanóico (DHA) na prevenção de doença cardiovascular.

Estudos em andamento como VITAL, DO-HEALTH e STRENGH irão direcionar nossa conduta clinica sobre o uso de ômega-3 no futuro próximo.

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Autor:

Alexandre Marins Rocha

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro ⦁ Pós-graduação em Cardiologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro ⦁ Mestre em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense ⦁ Ecocardiografista no Labs Amais Grupo Fleury

Referências:

  • Bhatt DL et al. REDUCE-IT™ Cardiovascular Outcomes Study of Vascepa® (icosapent ethyl) Capsules Met Primary Endpoint. Amarin Corporation pg 1-4.
  • Bowman L et al. Omega-3 Supplements: No effect on vascular events in ASCEND.
  • Wendling P et al. No CVD benefit with omega-3 fatty acids.

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