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Veja os riscos de consumir suplementos sem praticar exercícios físicos

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Com os brasileiros cada vez mais aderindo ao uso dos suplementos nutricionais, o tema tem gerado um interesse maior por parte dos profissionais de saúde e pesquisadores. Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde (Abifisa) e a Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), revela que os alimentos enquadrados em suplementos alimentares fazem parte do cotidiano de mais de 54% dos brasileiros. O número está entre os maiores do mundo e já se aproxima dos Estados Unidos, um dos maiores mercados do planeta, onde 68% da população fazem uso destes produtos na rotina diária.

O estudo revelou também que entre os suplementos mais consumidos estão: ácidos graxos (ômega-3), aminoácidos (BCAA), minerais (cálcio), óleos (óleo de fígado de bacalhau), plantas (goji berry), proteínas (whey protein), vitaminas (multivitamínicos), entre outros.

Esses suplementos vitamínicos são muito procurados por quem deseja emagrecer ou ganhar massa magra. Entretanto, o seu poder de atuação vai mais além, pois eles também são utilizados para complementar os nutrientes que as pessoas não conseguem absorver através da alimentação, ou ainda, suprir a carência nutricional de organismos deficientes. A prova disso é que, de acordo com o mesmo estudo, o uso de suplementos varia conforme a faixa etária. Entre os consumidores mais jovens, por exemplo, o uso de suplementos voltados para a prática de esportes e exercícios físicos é maior, já entre os idosos os suplementos vitamínicos são mais frequentes.

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Bruno Chimendes Carrielo, CEO da assessoria esportiva Pronta Pro Sim Fitness e personal trainer, atesta os resultados da pesquisa na prática, onde a procura pelos homens pelos suplementos tem relação com o ganho de massa muscular. De outro lado, as mulheres continuam preocupadas com o controle do peso, mas já é observado o crescimento considerável de atletas femininas que desejam aumentar a massa muscular.

Outro público que está começando a utilizar desses suplementos em busca de ganho de massa muscular é o idoso, sem distinção entre homens e mulheres. “Eles estão procurando pelos suplementos com o objetivo de melhorar ou manter a mobilidade, a sua independência, autonomia e auto-estima, além de buscarem uma melhora estética, diminuindo a flacidez e melhorando a forma física”, explica Bruno Carrielo, que também é especialista em atividade física e saúde para grupos de riscos.

O mais grave é que muitas pessoas estão fazendo uso desses suplementos vitamínicos sem a indicação médica e a realização da prática regular de atividades físicas, o que pode acarretar grandes riscos para a saúde.

Malefícios do uso indiscriminado dos suplementos

Os suplementos vitamínicos utilizados de forma indiscriminada podem ser prejudiciais à saúde, principalmente quando não se pratica exercícios físicos. “Uma suplementação hiperproteica sem a prática de atividade física com o objetivo de ganho de massa muscular (com musculação, treinos funcionais ou Cross Fit), pode causar ganho de peso e aumento do percentual de gordura, uma vez que por não ter treinado, essa proteína ingerida não vai ser utilizada para a recuperação das fibras musculares após o treino, além desse excesso de proteína ser eliminado através da urina”, alerta o especialista.

Bruno Carrielo esclarece que esses suplementos pré-treino têm, na sua maioria, como base a cafeína, anfetaminas e seus derivados. Esse fato realmente deixa o praticante de atividade física com mais energia para malhar, mas por outro lado, essa ingestão pode vir seguida de tremores, sudorese excessiva, tontura, taquicardia, aumento da pressão arterial, insuficiência renal, problemas cardíacos e, até mesmo, um mal súbito. “É como se a pessoa recebesse uma carga alta de adrenalina de má qualidade sem precisar dela no momento”, diz.

Para quem devem ser recomendados os suplementos vitamínicos

Os suplementos, a princípio, devem ser recomendados somente para atletas profissionais, gestantes e portadores de doenças gastrointestinais, enfermidade que pode dificultar a absorção de vitaminas no organismo.

O mais indicado é sempre encaminhar o paciente com deficit vitamínico (mediante o resultado de exame de sangue) para uma avaliação com um profissional de Endocrinologia ou de Nutrição, que vai acompanhar a sua rotina alimentar.

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