Coronavírus: orientações para pacientes em quimioterapia ou após transplante de medula óssea

Tempo de leitura: 2 min.

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular divulgou em seu site, no dia 13 de março, recomendações para pacientes em tratamento de câncer frente a atual pandemia causada pelo novo coronavírus.

Indivíduos em quimioterapia, radioterapia e/ou imunoterapia, bem como aqueles submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas (autólogo ou alogênico), são mais suscetíveis a infecções devido à imunossupressão causada pelo tratamento oncológico. Além do maior número de infecções, os quadros infecciosos tendem a ser mais graves nessa população. Tais conceitos estão sendo extrapolados para o coronavírus. Acredita-se que pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão, mieloma múltiplo e leucemia linfocítica crônica sejam os mais vulneráveis a infecção grave pelo vírus.

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Orientações durante pandemia de coronavírus

A Sociedade Brasileira de Hematologia e a Sociedade Brasileira de Oncologia não recomendam suspensão, mesmo que temporária, dos tratamentos dos pacientes por conta da pandemia, visto que tal medida pode afetar as taxas de resposta ao tratamento, aumentando a chance de progressão ou refratariedade da doença de base. Mudanças no tratamento oncológico devem ser avaliadas individualmente.

As orientações para prevenção da infecção são as mesmas para a população geral:

  • Lavar mãos com água e sabão por, no mínimo, 20 segundos ou usar de álcool gel. A ação deve ser repetida várias vezes ao dia, principalmente após contato com áreas potencialmente contaminadas, como refeitórios, transportes públicos, elevadores;
  • Reduzir tempo em ambiente hospitalar, sempre que possível. Recomenda-se que os pacientes utilizem máscara cirúrgica e permaneçam em serviços de saúde apenas durante o tempo necessário para consulta médica ou realização de algum procedimento, como coleta de sangue. É importante também orientá-los a não acompanhar familiares ou amigos em atendimentos, a menos que extremamente necessário;
  • Prevenir outras doenças respiratórias, incluindo a vacinação contra influenza e pneumococo;
  • Evitar aglomerações. Caso seja inevitável, recomenda-se o uso de máscara cirúrgica e uma distância de, no mínimo, um metro das demais pessoas;
  • Evitar viagens para o exterior ou regiões com grande número de casos, bem como contato com pessoas que retornaram de tais locais há menos de 14 dias (mesmo que assintomáticas). Essa orientação deve ser estendida para os familiares;
  • Evitar compartilhar objetos que tenham contato com o rosto, como telefones celulares;
  • Evitar contato com indivíduos doentes.

Leia também:  Coronavírus e pacientes hematológicos: o que precisamos saber

Caso o paciente apresente os sintomas

Se o paciente em tratamento oncológico ou após transplante de medula óssea apresentar sintomas gripais, como febre e tosse, seu médico assistente deve ser contactado. A necessidade de ir a um serviço de saúde deve ser avaliada de acordo com a condição imunológica do paciente. Caso haja orientação de procurar o serviço de saúde, o uso de máscara cirúrgica e a higienização frequente das mãos são medidas fundamentais. Os indivíduos também devem ser alertados quanto aos riscos de automedicação.

Vale ressaltar que, como a infecção pelo coronavírus é uma doença nova, conceitos e recomendações estão sendo atualizados diariamente. É importante buscar informações de fontes especializadas, como o Ministério da Saúde.

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Publicado por
Lívia Pessôa de Sant'Anna

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