Ginecologia e Obstetrícia

Covid-19: Como o Brasil está tratando os procedimentos ginecológicos eletivos?

Tempo de leitura: 2 min.

O Brasil é um país imenso, continental, com particularidades regionais composto de aproximadamente 210 milhões de pessoas. A pandemia de Covid-19 começou a mostrar casos desde fevereiro. Nossa curva de casos estava ainda atrás de países da Europa como Itália e Espanha e dos Estados Unidos. Enquanto isso as principais sociedades de Ginecologia e Obstetrícia do nosso país (FEBRASGO, Sociedade de endometriose, uroginecologia e cirurgia minimamente invasiva) reuniram-se para criarem protocolos de orientações para aconselhar seus membros sobre procedimentos ginecológicos.

Leia também: Ginecologia e obstetrícia: cuidados com equipamentos durante pandemia de Covid-19

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Pandemia de Covid-19 e procedimentos ginecológicos

O enfrentamento da pandemia enfrenta alguns problemas para tomada de decisões. Esses problemas parecem estar sendo enfrentados por outras especialidades também:

  1. Testagem do maior número possível de pacientes, sintomáticos ou não.
  2. Qual número real de leitos de UTI disponíveis para utilização. Tanto no setor público como no privado.
  3. Disparidade no número de internações em leitos de UTI dos setores privado e público.
  4. Subnotificação dos dados nacionais (por várias razões).
  5. O principal problema talvez seja a falta de equipamentos de proteção individual disponíveis para os profissionais de saúde utilizarem.

Muitas situações foram consideradas. Mas entre elas as principais foram os procedimentos cirúrgicos que tiveram algumas orientações importantes:

  1. Cirurgias eletivas de patologias benignas devem ser remarcadas para momentos oportunos, a ser discutido com a paciente.
  2. Serviços de obstetrícia deveriam ser mantidos somente nos casos de necessidade (partos e cirurgias que fossem de urgência e emergência).
  3. Procedimentos oncológicos deveriam ser agendados com cuidado. Preservando o máximo possível um escalonamento.
  4. Discutir exaustivamente com as pacientes a presença de sintomas sugestivos de Covid-19.
  5. Realizar, se possível testagem pré-operatória.
  6. Dentro das salas cirúrgicas:
    1. reduzir ao necessário o número de pessoas circulando.
    2. uso de máscara N95 e todo equipamento de proteção para equipe cirúrgica.
  7. Discussão com anestesista sobre a melhor técnica para o procedimento.
  8. Nos procedimentos laparoscópicos, muito cuidado com o trânsito do gás. Para que contaminações sejam evitadas após a realização de pneumoperitônio.
  9. Por fim, lembrar que a maioria das patologias uroginecológicas podem ser tratadas de forma conservadora.

Conclusão

Ainda não temos muitas certezas sobre o comportamento da curva de nosso país e quando poderemos retomar nossas agendas cirúrgicas como antes. Continuaremos orientando nossas pacientes a procurarem os serviços de urgência e emergência se houverem pioras de seus sintomas durante a pandemia. Ainda estamos na batalha contra esse vírus na certeza que a vitória está a caminho.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Brito LGO, et al. How Brazil Is Dealing with Covid-19 Pandemic Arrival Regarding Elective Gynecological Surgeries. Journal of Minimally Invasive Gynecology. 2020;00(00):00. https://doi.org/10.1016/j.jmig.2020.04.028

 

 

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Publicado por
João Marcelo Martins Coluna

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