Medicina Laboratorial

Covid-19: profissionais de saúde e agentes de segurança devem ter prioridade em testes rápidos

Tempo de leitura: 2 min.

Conforme orientações de entidades internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), em locais onde há transmissão comunitária da doença, como o Brasil, a prioridade nos testes rápidos deve ser dada aos pacientes vulneráveis e profissionais de saúde.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers of Disease Control and Prevention) dos Estados Unidos também recomenda priorizar profissionais de saúde nos diagnósticos.

Por aqui, o Ministério da Saúde divulgou critérios e orientações para a aplicação do teste rápido nos serviços de saúde. Os testes deverão ser aplicados em profissionais da área da saúde e de segurança pública, um dos grupos mais expostos à transmissão do novo coronavírus.

Os trabalhadores que atuam nos postos de saúde, nos serviços de urgência, emergência e internação e trabalhadores da área de segurança pública e indivíduos com diagnóstico de síndrome gripal, que morem na mesma casa de um profissional de saúde ou segurança em atividade terão prioridade na testagem rápida.

“Dar prioridade aos profissionais de saúde na realização dos testes é fundamental para tentar reduzir o número de casos, como foi realizado com sucesso em outros países. É preciso garantir que eles estejam protegidos para assegurar a continuidade dos cuidados prestados para a população”, diz Luiz Weber Bandeira, chefe do Serviço de Imunologia da Clínica da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Leia também: O dilema dos novos testes rápidos para a detecção do SARS-CoV-2

O teste deve ser realizado respeitando as seguintes condições:

  • Trabalhadores de saúde e segurança pública: mínimo de sete dias completos desde o início dos sintomas de síndrome gripal. E mínimo de 72 horas após desaparecimento dos sintomas.
  • Pessoa com diagnóstico de síndrome gripal que more na mesma casa de um profissional de saúde ou segurança em atividade: mínimo de sete dias completos desde o início dos sintomas de síndrome gripal. E mínimo de 72 horas após desaparecimento dos sintomas.

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Testes rápidos para Covid-19

Para tentar resolver o problema da falta de diagnósticos, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 5 milhões de testes rápidos para a Covid-19. No início de abril chegaram ao país as primeiras 500 mil unidades.

O restante dos testes rápidos deve chegar ao Brasil até o final deste mês. A previsão é de entrega de 1 milhão de testes por semana. Do montante de 500 mil testes já recebidos, parte vai compor uma reserva técnica do Ministério da Saúde e os demais estão sendo utilizados pelo Instituto Nacional Controle Qualidade em Saúde (INCQS) na avaliação de qualidade.

Veja mais: Manifestações cutâneas associadas à Covid-19: uma análise crítica dos dados

Entre o 7º e o 10º dia do surgimento dos sintomas de coronavírus é coletada uma gota de sangue. A partir dessa amostra é possível detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são as defesas produzidas pelo organismo contra o novo coronavírus. Os resultados deste teste saem praticamente na mesma hora, de 15 a 30 minutos.

Entretanto, os testes não servem para detectar a infecção pelo novo coronavírus logo no início, como os do tipo PCR. Eles conseguem, entre o sétimo e o décimo dia da infecção, mostrar anticorpos criados pelo sistema de defesa do organismo contra o vírus.

O sentido dos testes rápidos é que, se a pessoa teve um sintoma respiratório leve, é preciso saber se ela já teve a Covid-19 e produziu anticorpos para a doença.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Referências bibliográficas:

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Publicado por
Úrsula Neves

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