Covid-19: qual a orientação sobre consultas eletivas de idosos durante a pandemia?

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Durante o período de emergência em saúde pública, declarada pelo governo brasileiro e por vários outros países devido à pandemia por Covid-19, é importante avaliar o custo benefício da realização de atividades, consultas e procedimentos eletivos para a população idosa.

Covid-19 e pacientes idosos

A infecção pelo novo coronavírus apresenta letalidade muito superior nesse grupo populacional, conforme mostra a tabela abaixo, bem como em pacientes com comorbidades pré-existentes (letalidade de 10,5% para casos de doenças cardiovasculares, 7,3% para diabéticos, 6,3% em casos de doença respiratória crônica, 6% para hipertensos e 5,6% para pacientes com câncer).

Taxa de letalidade por faixa etária na Itália e na China. Extraído de Ministério da Saúde. Nota Técnica Nº 6/2020-COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS

Situação no país

A pandemia atingiu níveis no Brasil de emergência sanitária e de calamidade operacional. Nesse sentido, a população idosa, mais vulnerável à letalidade por Covid-19, deve, especialmente, realizar e manter medidas de distanciamento social e de restrição de contatos. Além disso, esse público possui alta prevalência de doenças crônicas (60% das pessoas com mais de 60 anos no Brasil apresentam hipertensão arterial sistêmica e 23% diabetes mellitus), caracterizando-se como público de risco também por esse motivo.

Leia também: Covid-19: como fornecer atestados para pacientes suspeitos ou confirmados e seus contatos próximos?

Por isso, o Ministério da Saúde (MS) recomenda a suspensão temporária das consultas e atividades eletivas de idosos, até que finde a situação de emergência de saúde pública. Para diminuir os impactos dessa suspensão, o MS sugere alguns pontos:

  • Possibilidade de renovação automática de receitas crônicas, sem necessidade de consulta;
  • Retirada dos medicamentos nas farmácias do SUS por familiares ou responsáveis;
  • Incluir atividades de atendimento remoto e telessaúde, de modo a não expor os idosos a contato físico, como consultas por telefone ou internet, realizando-se esforço para manutenção dos cuidados e planos terapêuticos;
  • Fornecer suporte emocional e social, também por alternativas à distância, aos idosos que se encontram em isolamento;
  • Uso de mensagens diárias, telefonemas e afins para realização de escuta e diálogo, com orientações de formas de ocupação no domicílio, como leitura, filmes, organização de pertences pessoais, uso de redes sociais entre outros.

Pensamento final

O monitoramento e apoio dos idosos é de responsabilidade das equipes de Atenção Primária à Saúde. Sua realização é fundamental durante o período de isolamento social, de modo a diminuir as consequências advindas do distanciamento físico social e da unidade de saúde. O olhar crítico também é importante para a avaliação caso a caso, com possibilidade de lançar mão de instrumentos como visitas domiciliares para casos específicos.

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Referências bibliográficas:

  • Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Nota Técnica Nº 6/2020-COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS). Brasília – DF. Março de 2020
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