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Dependência digital pode agravar sintomas de outras doenças

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Falar do uso consciente da tecnologia pode parecer bobagem, mas não é. A dependência digital vem afetando muitas pessoas em todo o mundo, e se tornando cada vez mais grave. Segundo o Instituo Delete, do Instituto de Psiquiatria (Ipub) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cerca de 500 pessoas foram diagnosticadas com a dependência nos últimos três anos. São quase 20 pessoas atendidas por semana na unidade (que funciona às sextas-feiras, apenas na parte da manhã), sendo boa parte encaminhada para hospitais com problemas de saúde agravados pelo uso compulsivo do smartphone, e alguns precisando até de internação.

Cansaço, sono durante o dia, falta de concentração e irritabilidade são alguns dos sintomas de dependência tecnológica. Mas uma série de outras doenças, como ortopédicas, psicológicas, de visão e outras, pode ser desencadeada e agravada devido ao uso errado dos dispositivos. Como uma tendinite que chega à necessidade de engessar; um “text neck”, que causa dores na cabeça, no pescoço e na coluna; ou uma ansiedade acentuada, impedindo a pessoa de dormir por esperar chegar notificações no dispositivo.

Veja também: ‘Saúde de crianças e adolescentes na era digital: o que o médico precisa saber’

A primeira orientação para os pacientes mais graves é procurar o médico especialista na doença que se manifestou, e depois tratar a dependência, por meio de uma desintoxicação digital (processo mais conhecido como “detox digital”), de acordo com o Instituto Delete, único especializado na área na América Latina.

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Segundo o Instituto Flurry Analytics, é considerado vício quando a pessoa usa a tecnologia mais de 60 vezes por dia; e entre 2014 e 2015, o número de usuários viciados aumentou cerca de 60%, chegando a 280 milhões de pessoas. São usuários que estão conectados praticamente o dia (e a noite) inteiro, principalmente por meio do aparelho móvel, seja para jogar, conferir e-mails ou mensagens, verificar as redes sociais, etc.; em horários de lazer ou até mesmo no trabalho.

É necessário atentar para o uso desenfreado da internet e suas tecnologias e alertar todos os pacientes, desde crianças a adultos. Muitos problemas podem ser evitados se tomados os devidos cuidados.

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