Deve-se prescrever inibidor da bomba de próton para idosos? - PEBMED

Deve-se prescrever inibidor da bomba de próton para idosos?

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O uso de inibidores da bomba de próton (IBP) em idosos por mais tempo do que o indicado é uma fonte de constante preocupação entre os pesquisadores, já que isso pode causar mais danos do que benefícios. Um novo estudo irlandês avaliou a prescrição de IBP e outros medicamentos que aumentam o risco de sangramento gastrointestinal em pacientes idosos.

Para esse estudo transversal, pesquisadores avaliaram dados, retirados de farmácias irlandesas, de cerca de 130 mil adultos ≥ 65 anos, para prescrições de IBP, a cada 5 anos entre 1997 e 2012. Metade dos participantes analisados recebeu um IBP.

O uso dos inibidores aumentou de 10,7% em 1997 para 50,3% em 2007 e 48,4% em 2012. Além disso, a probabilidade de ser prescrito uma dose máxima foi seis vezes maior em 2012 do que em 1997 (OR = 6,30; IC 95%, 5,76 – 6,88).

Veja também: ‘Inibidores da bomba de próton causam demência?’

A prescrição a longo prazo tornou-se mais comum, com o número de indivíduos com IBP por mais de 8 semanas aumentando de 4,1% em 1997 para 35,5% em 2012. A análise levou em consideração os medicamentos ulcerogênicos, comorbidades e duração do uso de altas doses de IBP.

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Pelos resultados, foi possível observar que, atualmente, a prescrição de inibidores da bomba de próton de dose máxima a longo prazo é altamente prevalente em adultos mais velhos. Intervenções envolvendo médicos e pacientes podem promover o uso adequado de IBP, reduzindo custos e efeitos adversos.

Lembrando que as diretrizes internacionais recomendam não mais do que 8 semanas de IBP de alta dose para úlceras, gastrite, entre outros, e uma redução para dose baixa antes de parar completamente.

Referências:

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