Dexametasona em baixa dose como tratamento para sangramento menstrual intenso

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Estudos realizados no Reino Unido estimaram que entre 20% a 50% das mulheres de meia-idade apresentam um sangramento menstrual intenso que impacta de forma determinante em sua qualidade de vida. 

Os tratamentos hoje estabelecidos em guidelines são hormonais, AINES e fibrinolíticos, e muitas vezes não são eficazes, ou os efeitos colaterais são indesejados. Os números estimados em países em desenvolvimento também são altos, em torno de 30%, justificando a necessidade de busca por tratamentos mais eficientes e seguros.

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Dexametasona em baixa dose como tratamento para sangramento menstrual intenso

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Nova proposta de tratamento

A revista The Lancet publicou no último mês um trabalho realizado no Reino Unido que avaliou se o corticoide em baixa dose poderia reduzir o sangramento menstrual aumentado. 

O ensaio clínico randomizado incluiu em torno de 100 mulheres, com 30 anos em média, tratadas com placebo ou 6 doses distintas de dexametasona entre 0,4 mg a 1,8 mg por dia divididas em duas tomadas: pela manhã e à noite. O tratamento começava nove dias antes do próximo período menstrual, que era calculado baseado no teste de ovulação. Então, as pacientes tomavam 2 vezes por dia por 5 dias a dose de dexametasona proposta por 3 ciclos consecutivos.

O estudo encontrou maior redução no volume de perda de sangue menstrual com dexametasona do que com placebo, especialmente na dose mais alta, de 0,9 mg duas vezes ao dia.

Os achados são consistentes com a hipótese de que há deficiência de glicocorticoide endometrial nessas pacientes, e que o cortisol endometrial disponível localmente pode ser necessário para a maturação ideal dos vasos sanguíneos do endométrio, e então, limitar a perda de sangue menstrual.

Boa tolerabilidade e ausência de efeito adverso grave

A dexametasona foi bem tolerada em até 90% dos participantes. Nenhum efeito adverso grave ocorreu durante o tratamento. No entanto, o uso crônico de glicocorticoides em doses suprafisiológicas está associado a uma maior incidência de doença cardiovasculares e fratura, bem como riscos de supressão da secreção endógena de cortisol. 

Ricos x benefícios

Portanto, há uma preocupação e dúvida na segurança de reverter uma hipotética deficiência endometrial local em cortisol e o mesmo tempo minimizar a dose cumulativa de glicocorticoide sistêmico. 

O regime, de fato, consistia na administração de dexametasona por muito curto prazo, por apenas cinco dias durante a fase lútea de cada ciclo menstrual, sugerindo segurança de uso.

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Alternativa aos anticoncepcionais

Um ponto positivo destacado no estudo é que uma paciente que possui a queixa de hipermenorreia pode realizar o tratamento com corticoide durante o período que está tentando engravidar, e caso obtenha sucesso, a droga é segura na gestação. 

O tratamento com dexametasona para o sintoma de sangramento menstrual aumentado se mostra bastante promissor no ínterim de mulheres que evitam o tratamento cirúrgico, experimentam efeitos colaterais inaceitáveis ​​com o tratamento hormonal ou desejam tentar engravidar. 

Futuros estudos serão necessários para estabelecer segurança, melhor via de administração e eficácia do regime sistêmico de dexametasona para este fim. 

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Referências bibliográficas:

  • Warner P, Whitaker LHR, Parker RA, Weir CJ, Douglas A, Hansen CH, Madhra M, Hillier SG, Saunders PTK, Iredale JP, Semple S, Slayden OD, Walker BR, Critchley HOD. Low dose dexamethasone as treatment for women with heavy menstrual bleeding: A response-adaptive randomised placebo-controlled dose-finding parallel group trial (DexFEM). EBioMedicine. 2021 Jul;69:103434. doi: 10.1016/j.ebiom.2021.103434
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