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Dia da Mentira: conheça as 5 maiores enganações da Medicina

Tempo de leitura: 3 minutos.

Esta segunda não é como qualquer outra, hoje, 1º de abril, é considerado mundialmente como o Dia da Mentira. Neste artigo vamos abordar os estudos que prometeram mais do que cumpriram, as enganações publicadas em veículos de referência no meio médico ou pesquisas que, no final das contas, se provaram inverídicas e, por fim, os pesquisadores que fraudaram resultados em seus trabalhos científicos.

Confira nosso TOP 5:

5. Vacina causa autismo

Tema de várias fake news disseminadas nos últimos anos pelas redes sociais, a vacinação se viu mais uma vez no centro de boatos e desinformações. A última informação falsa dizia respeito ao risco da vacina em grávidas no desenvolvimento de autismo no futuro bebê.

Este mito, na verdade, surgiu em 1998 quando o médico britânico Andrew Wakefield realizou um estudo que identificou 12 crianças “vítimas” da vacina contra o sarampo. A pesquisa dizia que os pacientes desenvolveram autismo e complicações intestinais graves após serem vacinadas.

Leia mais: Vacinas causam autismo? Veja os resultados do mais amplo estudo sobre o tema

Entretanto, em 2000, o periódico Lancet, onde a pesquisa foi veiculada, publicou um comunicado refutando o estudo de Andrew Wakefield e revelou que os resultados da pesquisa eram “totalmente falsos”. Em 2010, o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido considerou Wakefield inapto para exercer a Medicina.

Apesar de as informações serem provadas falsas, o boato continua a se espalhar até hoje.

4. Pesquisador de Havard frauda pesquisas de células-tronco

Conforme noticiamos aqui no Portal PEBMED no ano passado, Dr Piero Anversa foi acusado de forjar resultados de pesquisas de célula-tronco na regeneração do músculo cardíaco danificado. Na ocasião, o New England Journal of Medicine declarou que os artigos assinados por Anversa não eram confiáveis e 31 estudos foram recolhidos sob a acusação de plágio. O incidente atrasou em anos as pesquisas relacionadas às células-tronco.

3. Werner Bezwoda x câncer de mama

O oncologista Werner Bezwoda foi outro cientista acusado de fraude em suas pesquisas. De acordo com as descobertas de Bezwoda, uma maior dose de quimioterapia seria mais eficaz no tratamento do câncer de mama nas mulheres em metástase. O estudo foi publicado em 1995, mas foi rapidamente refutado pela comunidade científica.

Uma outra pesquisa atribuída ao médico também se mostrou enganosa. Em 2001, a revista Journal of Clinical Oncology emitiu um comunicado em que refutava os achados de Bezwoda neste novo estudo, que afirmava que mulheres com câncer de mama em estado avançado poderiam ser beneficiadas com transplante de medula óssea como terapia adjuvante. De acordo com a publicação, a maioria dos resultados foi forjada pelo pesquisador.

2. Médico formado em Medicina por Grey’s Anatomy

O segundo lugar é a fake news da fake news. Calma, vamos explicar. Em 2017, um jovem de 19 anos foi preso em Santa Catarina acusado de se passar por médico e tentar entrar em um hospital. Entretanto, a notícia que se espalhou nas redes sociais afirmava que o rapaz disse, ao ser abordado, que havia se “formado em Medicina com 12 temporadas de Grey’s Anatomy”, famosa série médica de Shonda Rhimes e estrelada por Ellen Pompeo.

Na realidade, a frase não foi dita pelo jovem no momento da prisão e sim em um vídeo em seu canal no YouTube, no qual ele declarou ser fã da série americana e brincou ao se dizer formado “por 12 temporadas”. Outra informação incorreta que circulou na internet era que o falso médico foi preso ao tentar praticar Medicina, porém o motivo da prisão foi o roubo de um jaleco, prontuários, uma credencial e um estetoscópio.

Após a repercussão nacional do caso, no mês seguinte, o jovem foi encontrado morto em sua casa. A polícia suspeita de suicídio.

1. Mais de 100 pesquisas chinesas desmascaradas

Nosso primeiro lugar pertence a um dos maiores escândalos atuais da comunidade científica. Em 2017, a editora acadêmica Springer Nature anunciou que mais de 100 estudos chineses publicados no periódico Tumor Biology entre 2012 e 2016 eram falsos.

Segundo informações da editora, 107 pesquisas sobre câncer provenientes de pesquisadores chineses tiveram resultados comprometidos por “falta de integridade dos dados mencionados nos estudo”. Torgny Stigbrand, editor-chefe da Tumor Biology, declarou as refutações que não se tratavam de um novo caso de violação de integridade, mas resultado de uma investigação profunda iniciada a partir de uma retratação anterior da revista.

Em um editorial, o executivo publicou uma lista com os artigos que devem ser desconsiderados e o link com o número de DOI de cada uma deles. Confira neste link.

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Referências:

Um comentário

  1. Avatar

    Parabéns pela iniciativa de publicar uma revista científica. É de iniciativas assim que nosso país precisa… que estimulemos cada vez mais a produção de conteúdo científico de qualidade!

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