Dia Mundial da Obesidade: gestantes

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Tempo… um bem tão precioso e cada vez menos disponível. Talvez a falta dele tenha sido um grande vilão no aparecimento de uma consequência inesperada: obesidade. Com a redução de tempo disponível para realizar refeições saudáveis, mais pessoas têm resolvido seu almoço e jantar com fast-foods. Hoje sabemos que um terço das mulheres nos EUA tem algum grau de obesidade. A obesidade é uma doença que cresce no mundo todo, incluindo em gestantes.

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Com a obesidade feminina em alta, muitas comorbidades têm sido evidenciadas em constante alta nas mulheres: doenças cardiovasculares, tromboembolismos, doenças endocrinológicas, infertilidade, abortos repetição e câncer.

Durante o ciclo gravídico não é diferente. A obesidade pré-gestacional é fator de risco relevante para desenvolvimento de hipertensão, diabetes gestacional, aborto , trabalho de parto prematuro, transtornos de evolução na hora do parto, entre outros.

Estudo recente

Em um trabalho interessante de 2020 publicado na Pediatric Blood & Cancer os pesquisadores analisaram, numa população de Israel, entre 1991 e 2014, filhos nascidos de gestantes com obesidade (IMC > 30) e não obesas. Entre os 241 mil nascimentos do período observaram aumento de quase duas vezes de neoplasias infantis, incluindo tumores cerebrais, entre outras neoplasias. Observaram também maior número de internações por complicações neoplásicas.

Assim sendo, o bom controle do peso antes, durante e após a gestação é uma das prioridades, tanto para a saúde da mulher em quaisquer períodos de sua vida, quanto para a saúde futura de seus filhos, assim como da futura humanidade.

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Referências bibliográficas:

  • Kessous R, Wainstock T, Sheiner E. Pre-pregnancy obesity and childhood malignancies: A population-based cohort study. Pediatr Blood Cancer. 2020 Jun;67(6):e28269. doi: 1002/pbc.28269
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